Bancários na greve geral: 56 agências fechadas em Campinas e Região

03.07.2017

A segunda greve geral contra as reformas da Previdência Social e trabalhista, deflagrada na sexta-feira (30) no país, atingiu 56 agências em Campinas e em sete cidades da base. Como ocorrido na primeira greve geral deste ano, realizada no dia 28 de abril, 27 agências (e departamentos) do Banco do Brasil, Caixa Federal, Itaú, Bradesco […]

A segunda greve geral contra as reformas da Previdência Social e trabalhista, deflagrada na sexta-feira (30) no país, atingiu 56 agências em Campinas e em sete cidades da base. Como ocorrido na primeira greve geral deste ano, realizada no dia 28 de abril, 27 agências (e departamentos) do Banco do Brasil, Caixa Federal, Itaú, Bradesco e Santander, instaladas no Centro de Campinas, permaneceram fechadas durante todo o dia; em nove bairros, paralisação dos serviços em 13 agências do BB, Caixa Federal, Bradesco e Santander. Na Região, 16 agências dos dois bancos públicos fechadas nas cidades de Americana, Amparo, Indaiatuba, Hortolândia, Mogi Guaçu, Paulínia e Sumaré. A participação da categoria na greve geral foi aprovada em assembleia realizada no último dia 21, na sede do Sindicato dos Bancários de Campinas e Região.

Reformas: retrocesso

As reformas da Previdência Social e trabalhista, propostas pelo governo federal representam retrocesso. A Proposta de Emenda Parlamentar (PEC) 287, que tramita na Câmara dos Deputados, coloca em risco a Previdência Social e toda a estrutura de proteção social construída a partir da Constituição de 1988. Além disso, estimula a previdência privada. Inclusive a PEC 287 já provocou a procura por planos de aposentadoria complementar, segundo dados da Fecomércio-SP.

Já a reforma trabalhista aprovada pela Câmara dos Deputados no último dia 26 de abril, e em tramitação no Senado como Projeto de Lei da Câmara (PLC) 38/2017, é a “mais profunda e extensa” nos últimos 70 anos, segundo análise do escritório LBS Advogados, que presta assessoria ao Sindicato.

Entre os fundamentos da reforma trabalhista, segundo o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), revogação do princípio que protege o trabalhador perante o empregador e, segundo o qual, o primeiro é a parte mais fraca na relação de emprego, reduzindo a proteção do Estado aos trabalhadores e aumentando as garantias e a liberdade de ação das empresas nas relações de trabalho; redução do poder de negociação e contratação coletiva dos sindicatos, possibilitando acordos individuais; autorização para o rebaixamento de direitos previstos em lei por meio do princípio da prevalência do negociado sobre o legislado; ampliação da participação de contratos atípicos e do trabalho autônomo; e forte restrição à atuação e ao poder normativo da Justiça do Trabalho, bem como ao acesso dos trabalhadores ao judiciário trabalhista.

E mais: a reforma trabalhista libera a terceirização de forma irrestrita, permitindo assim correções de eventuais interpretações ambíguas da Lei 13.429/2017, que regulamentou, recentemente, o trabalho temporário e a terceirização; e acaba com a contribuição sindical obrigatória.

Fonte: Sindicatos dos Bancários de Campinas e Região
Foto: Júlio César Costa

Notícias Relacionadas

Semana reforçou a conscientização sobre o combate às LER/Dort

A data chama atenção para duas doenças que têm relação direta com o trabalho e que atingem milhões de brasileiros Nesta semana, no dia 28 de fevereiro (última quarta-feira) foi o Dia Mundial de combate às Lesões por Esforços Repetitivos (LER) e Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho (Dort). A data foi escolhida pela Organização Internacional […]

Leia mais

COE e Itaú discutem revisões nos programas de remuneração

Durante a reunião foram apresentadas modificações nos programas. O movimento sindical deve elaborar contraproposta em breve  A Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Itaú realizou nesta quarta-feira (28), em São Paulo, uma reunião com a direção do banco para debater questões relacionadas à remuneração dos funcionários. Durante o encontro, o banco apresentou alterações nos […]

Leia mais

Trabalhadores discutem futuro da Fundação Itaú-Unibanco

Em seminário promovido pela Contraf-CUT e COE Itaú trabalhadores debateram caminhos para aumentar representatividade na gestão do fundo de pensão Trabalhadoras e trabalhadores associados à Fundação Itaú-Unibanco se reuniram, nesta quinta-feira (29), em um seminário organizado pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e pela Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Itaú, […]

Leia mais

Sindicatos filiados