Banco do Brasil amplia horário sem comunicação prévia

04.11.2020

Decisão sobrecarrega e põe em risco saúde do bancário O horário para o atendimento presencial do Banco do Brasil foi ampliado nesta semana. Unidades que prestam serviço de atendimento ao público como agencias e postos de atendimentos – PAAs passaram a atender até às 15h. O horário foi reduzido em março quando foi decretada a […]

Decisão sobrecarrega e põe em risco saúde do bancário

O horário para o atendimento presencial do Banco do Brasil foi ampliado nesta semana. Unidades que prestam serviço de atendimento ao público como agencias e postos de atendimentos – PAAs passaram a atender até às 15h.

O horário foi reduzido em março quando foi decretada a pandemia no país e as unidades passaram a atender presencialmente até às 14h. O objetivo foi evitar a exposição ao risco de contágio no ambiente bancário e preservar a saúde dos funcionários e clientes. A categoria critica a postura do banco na decisão sem comunicação prévia. “A prioridade dos Bancos Públicos é o atendimento ao público e defendemos esse direito que é de todos, porém, a medida deve ser tomada com responsabilidade e segurança, de modo que a saúde de funcionários e clientes não sejam colocadas em risco. O cenário atual é de poucos funcionários nas agências e uma alta demanda no número de atendimentos. Aumentar o horário sem rever antes a contratação de novos funcionários é um risco que pode resultar em um problema maior posteriormente”, explica Elisa Ferreira, representante da Federação dos Empregados em Estabelecimentos Bancários dos Estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul.

Banco

Um comunicado do Banco foi enviado na semana anterior às unidades presenciais, a representação dos trabalhadores, porém, não foi comunicada sobre a decisão.

“Com a nova onda da doença, ampliar novamente o horário de atendimento gera insegurança e pânico ao trabalhador, uma vez que encontra-se em um cenário de sobrecarga emocional devida à alta demanda e exposição dos funcionários que estão na linha de frente dos atendimentos e à alta cobrança de metas”, argumenta Elisa.

De acordo com a categoria, além de um comitê criado para debater questões relacionadas ao Covid-19, uma mesa permanente de negociações existe para colocar em discussão pautas como essa.

“É muito importante para a própria imagem do banco uma comunicação prévia das decisões. Muitas vezes os bancários se veem de mãos atadas e sem informação suficiente para orientar as equipes”, explica Elisa.

De acordo com o comunicado emitido pelo banco, a ampliação do horário foi uma deliberação tomada em reunião com a Federação Brasileira dos Bancos (Febraban). De acordo com os bancários, os bancos tinham a opção de escolha para aumentar ou não o horário de atendimento.

Atendimentos

As agências passam a funcionar abertas ao publico das 9h às 15h (horário de Brasília – DF), sendo das 9h às 10h para atendimento exclusivo para idosos, gestantes, pessoas portadoras de deficiência e pagamento de benefícios do INSS. Nas agências do Distrito Federal o atendimento será das 11h às 16h (horário de Brasília – DF).

Os novos horários não se aplicam aos “Escritórios de Negócios” do BB, uma vez que estes não realizam atendimento presencial. Também não afetam as unidades localizadas em shoppings, órgãos públicos, aeroportos ou universidades, que deverão obedecer ao horário do estabelecimento, com o atendimento mínimo de cinco horas.

O banco informou, ainda, que, para evitar sanções dos órgãos reguladores, todas as unidades devem estar em conformidade com a Portaria de Aprovação do Plano de Segurança, incluindo, dentre os demais requisitos, o quadro completo de vigilância durante todo o horário de atendimento ao público.
 

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