Banco do Brasil ignora reivindicações e frustra representação em nova negociação para renovação do ACT

14.08.2024

O Banco do Brasil frustrou a representação dos trabalhadores durante a sétima rodada de negociação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), no âmbito da Campanha Nacional, realizada nesta quarta-feira (14/08), ao não apresentar respostas concretas para as principais demandas da minuta, já debatidas em mesas anteriores. “A negociação foi frustrante e o Banco do Brasil […]

O Banco do Brasil frustrou a representação dos trabalhadores durante a sétima rodada de negociação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), no âmbito da Campanha Nacional, realizada nesta quarta-feira (14/08), ao não apresentar respostas concretas para as principais demandas da minuta, já debatidas em mesas anteriores.
Foto: Contraf

“A negociação foi frustrante e o Banco do Brasil não deu resposta a nenhuma proposta. Somente na questão das ‘horas negativas da Covid’, propôs isentar os funcionários com mais de 60 anos e os pais com filhos com deficiência”, avalia Maria Aparecida da Silva, a Cida, diretora do Sindicato dos Bancários de Campinas, representante da Federação dos Bancários dos Estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul (Feeb SP/MS) na Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil.

“A Comissão cobrou que o BB responda efetivamente sobre Performa, PCS, Metas, Incorporados (Previ/Cassi) e concurso. Esperamos avanços na próxima reunião, marcada para o dia 22 de agosto, em Brasília”, cobra Cida.

Foto: Contraf

Na reunião desta quarta, entre os temas discutidos, um dos pontos centrais foi sobre assédio moral e desconexão. O banco propôs a utilização de uma nova ferramenta, chamada Slack, que teria controle de jornada e salvamento de conversas, substituindo o uso do WhatsApp para questões de trabalho, que será proibido.

Sobre a Participação nos Lucros e Resultados (PLR), o banco negou a possibilidade de eliminar o teto existente, frustrando a reivindicação dos funcionários. Já em relação à revisão de cargos, o banco ainda não deu nenhuma devolutiva, alegando que a questão ainda está em debate interno.

A Comissão, como já mencionado, cobrou também retorno sobre o programa Performa, plano de cargos e salários, e sobre as metas impostas aos funcionários; além de devolutivas sobre cláusulas que tratam da questão da saúde e da previdência dos incorporados, assim como a reposição de funcionários após o desmonte que o Banco do Brasil sofreu nos últimos governos federais.

Migração para plataforma digital
Durante a reunião, o banco anunciou que todos os funcionários da rede, agências e escritórios serão migrados para uma nova plataforma digital de concorrência a partir desta quinta-feira (15), tornando o sistema antigo obsoleto. A mudança é considerada positiva pela representação, pois dará maior transparência nos processos de concorrência e ascensão.

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