Banco Santander registra lucros bilionários, mas sindicatos denunciam precarização do Trabalho

02.05.2024

Representantes sindicais expressam indignação com a precarização do trabalho e a postura do Banco Santander diante de lucros bilionários Nesta semana, o Banco Santander anunciou um Lucro Líquido Gerencial de R$ 3,021 bilhões no primeiro trimestre de 2024, representando um crescimento de 41,2% em relação ao mesmo período do ano anterior. O Lucro Líquido Contábil […]

Representantes sindicais expressam indignação com a precarização do trabalho e a postura do Banco Santander diante de lucros bilionários

Nesta semana, o Banco Santander anunciou um Lucro Líquido Gerencial de R$ 3,021 bilhões no primeiro trimestre de 2024, representando um crescimento de 41,2% em relação ao mesmo período do ano anterior. O Lucro Líquido Contábil também teve uma alta significativa, de 42,3% em doze meses.

Por outro lado, a precarização do trabalho foi pontuada pelo movimento sindical após a transferência da área de crédito consignado para a empresa SX Tools, do mesmo conglomerado. Representantes dos trabalhadores destacam que essa decisão afeta os direitos da categoria e representa uma afronta à representação sindical.

Com a mudança, porém, não serão mais abrangidos pela Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) bancária, que contém uma série de direitos como PLR, VA e VR de mais de R$ 1.800 somados, auxílio-creche/babá de R$ 640 e dezenas de outras conquistas.

Ana Stela Alves de Lima, representante da Federação dos Bancários de São Paulo e Mato Grosso do Sul, expressou sua indignação em relação à persistente precarização do trabalho, mesmo diante dos lucros exorbitantes obtidos pelos bancos. “É um absurdo a mudança no contrato de trabalho onde os trabalhadores passam a executar serviços do ramo financeiro, com redução de benefícios, desvalorização salarial, ou seja, além de perder direitos e a representação sindical, deixam de fazer parte da categoria bancária”, enfatiza.

Diante desses fatos, representantes da categoria enfatizam a exigência dos trabalhadores por respeito aos seus direitos e criticam a postura do banco. “É hora de acabar com as práticas que prejudicam os trabalhadores. Vamos continuar em frente com a luta por melhores condições e uma mudança de postura por parte do Santander”, destaca Ana Stela.

 

 

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