BC mantém juros pela 9ª vez seguida e cita reforma fiscal

01.09.2016

No dia em que o impeachment da presidente Dilma Rousseff foi confirmado no Senado, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central anunciou a manutenção da taxa básica de juros, a Selic, em 14,25% ao ano. A decisão dos diretores da instituição, mais uma vez unânime, foi a nona consecutiva pela manutenção dos juros […]

No dia em que o impeachment da presidente Dilma Rousseff foi confirmado no Senado, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central anunciou a manutenção da taxa básica de juros, a Selic, em 14,25% ao ano. A decisão dos diretores da instituição, mais uma vez unânime, foi a nona consecutiva pela manutenção dos juros básicos.

A diferença é que, agora, o BC listou claramente no comunicado após a decisão fatores necessários para “maior confiança no alcance das metas para a inflação” e, no limite, para um corte de juros.

Entre esses fatores, o BC citou a necessidade de que a alta dos preços dos alimentos “seja limitada”. Este foi um dos motivos que levaram à manutenção dos juros em patamar elevado. Apontou também que os itens que compõem o IPCA – o índice oficial de inflação – mais sensíveis à política de juros precisam começar a ceder, indicando “desinflação em velocidade adequada”.

Um terceiro fator destacado pelo BC como requisito para o início do processo de corte de juros está ligado à questão fiscal: “Que ocorra redução da incerteza sobre a aprovação e implementação dos ajustes necessários na economia, incluindo a composição das medidas de ajuste fiscal, e seus respectivos impactos sobre a inflação”.

Na prática, com a definição do cenário político, após a posse de Michel Temer na Presidência, o BC deixa claro que observará a pressão dos alimentos sobre os preços e o ritmo da queda inflacionária, mas também o quanto o ajuste fiscal avançará. No fim do comunicado, o Copom destacou que “avaliará a evolução da combinação desses fatores”.

A frase do encontro anterior, de julho, em que o BC citava “não haver espaço para flexibilização da política monetária” – ou seja, corte de juros –, foi retirada do comunicado.
Nesta quarta, o IBGE divulgou o Produto Interno Bruto (PIB) do 2º trimestre, que mostrou recuo de 0,6%. Apesar da queda da atividade econômica, a indústria e os investimentos mostraram uma leve reação.

Fonte: Estadão

 

Notícias Relacionadas

Saúde, segurança, metas e violência contra as mulheres pautam reunião das Financeiras

Coletivo Nacional dos Financiários e Acrefi voltam à mesa de negociação pela Campanha Nacional 2024 Na tarde desta sexta-feira (19), o Coletivo Nacional dos Financiários da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) realizou mais uma rodada de negociações com a Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento (Acrefi). A pauta do […]

Leia mais

Quarta mesa de negociação do BB discute diversidade e igualdade de oportunidades

Para Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), Banco do Brasil deu sinais de avanços importantes na reunião Na manhã desta sexta-feira (19), em São Paulo, foi realizada a quarta mesa de negociação específica da Campanha Nacional 2024 para a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) do Banco do Brasil. A pauta principal […]

Leia mais

CEE Caixa realiza nova rodada de negociações focada em diversidade e igualdade de oportunidades

Além de diversidade e igualdade, foram discutidos temas como FUNCEF, escala de férias, telefone celular e escola inclusiva A Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa Econômica Federal conduziu nesta sexta-feira (19) mais uma mesa de negociação para a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) dos empregados da instituição. O tema central da discussão […]

Leia mais

Sindicatos filiados