Caixa apresenta proposta de reestruturação da rede

26.06.2024

Banco diz que pretende continuar estratégia de expansão e que empregados não perderão funções nem remuneração A Caixa Econômica Federal atendeu o questionamento da representação das empregadas e empregados e, nesta terça-feira (25), apresentou premissa da proposta de “reposicionamento estratégico da sua rede de varejo”, sinalizando que serão 128 agências enquadradas na mudança. A localização […]

Banco diz que pretende continuar estratégia de expansão e que empregados não perderão funções nem remuneração

A Caixa Econômica Federal atendeu o questionamento da representação das empregadas e empregados e, nesta terça-feira (25), apresentou premissa da proposta de “reposicionamento estratégico da sua rede de varejo”, sinalizando que serão 128 agências enquadradas na mudança. A localização dessas unidades não nos foi passada. Segundo a Caixa, não se trata se mudança na estratégia de expansão da rede. A ideia é aumentar o número de agências digitais das 60 que existem atualmente para 177.

“É importante ocuparmos o espaço digital para oferecer serviços de qualidade com taxas mais baratas para os clientes que hoje são reféns das altas taxas das fintechs. Mas a Caixa não pode abrir mão de estar em todos os lugares para cumprir sua missão de atender quem mais precisa. Temos que ter capilaridade para disputarmos também os clientes nas agências físicas”,  disse coordenador da Comissão Executiva dos Empregados (CEE), Rafael de Castro.

“A Caixa precisa estabelecer um plano de negócios focado na oferta de linhas de crédito e bancarização para a enorme parcela de brasileiros que são carentes de serviços bancários e taxas acessíveis, mais baratas. Apenas migrar para o nicho digital não garante disputar clientes com os demais bancos. É preciso oferecer produtos com foco naquilo que é o nosso carro chefe, que é o atendimento social a uma enorme massa de pessoas, ávidas pelos serviços que nós podemos oferecer, mas acabamos perdendo parte deste público por carência de pessoal e infraestrutura das agências”, disse Tesifon Quevedo Neto, representante da Feeb SP/MS.

Impacto nos empregados

O banco disse ainda que, as agências que serão transformadas de física em digitais serão aquelas que têm menor volume de transações, clientes e participação financeira, sempre de portes 3, 4 ou 5. Segundo a Caixa, nenhum empregado perderá função ou sofrerá perda na remuneração.

Conforme informado pelo banco, 43% das transações são realizadas de forma digital. O objetivo da reestruturação é modernizar as operações e a melhoria do atendimento, sem deixar de focar na humanização.

De acordo com a diretoria da Caixa, a intenção é expandir a atuação de agências digitais com foco nas cidades e localidades mais populosas, com mais de 40 mil habitantes, garantindo presença do banco em todas as microrregiões do país.

Outras informações

As 128 agências selecionadas possuem um total de 1.009 empregados lotados. Todos passarão por treinamento para atuação em agências digitais. Aqueles que não permanecerem nas unidades digitais vão reforçar agências físicas próximas, com garantia de que não haverá necessidade de grandes deslocamentos, sempre no mesmo município. Nenhum dos municípios atingidos possui apenas uma agência atualmente.

Todos os empregados poderão manifestar o interesse em atuar nas unidades digitais, mas a preferência será para pessoas com deficiência, ou responsáveis por dependentes PcD, devido à estrutura mais adequada de atendimento e maior possibilidade de flexibilização de jornada.

Atenção com clientes e empregados

“É sempre um trauma o fechamento de uma agência. Antes de efetivar a mudança de perfil de uma unidade, é preciso que a Caixa faça uma comunicação muito bem feita com os clientes e com os empregados, para evitar traumas desnecessários. Não é suficiente apenas uma cartinha informativa”, disse o presidente da FENAE (Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa), Sérgio Takemoto. “Além disso, é preciso que haja estrutura adequada para receber as unidades digitais e os empregados que vão trabalhar nelas. Após a pandemia vimos como foi ruim o retorno de empregados para o trabalho presencial, após o movimento de entrega de prédios onde funcionavam diversos departamentos. Isso não pode se repetir”, completou.

A Caixa garantiu que a equipe de treinamento do pessoal e preparação da transição será multidisciplinar e proativa. Que a previsão é que em 60 dias após o início do treinamento a transformação de agência física seja concluída, sempre com comunicados pessoais, não apenas por meio de correspondência, tanto para os clientes quanto para os empregados.

“Nos próximos dias a direção da Caixa reunirá os superintendentes regionais e os gerentes gerais de rede para finalizar a lista de unidades eleitas para a mudança e o regramento de transição, compartilhando tais dados com a representação dos trabalhadores”, destacou Tesifon, que propôs para a Caixa a criação de equipe de acompanhamento, permitindo monitorar questões que venham a decorrer da mudança.

“Vamos acompanhar o desenrolar das medidas para nos certificar que não haja perdas para as empregadas e empregados. Orientamos que quem se sentir prejudicado, procure por seu sindicato”, concluiu Rafael de Castro, coordenador da CEE.

Com informações Contraf CUT e Tesifon Neto, para Feeb SP/MS.

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