Principal plano da entidade apresenta déficits operacional e líquido, consumindo reservas da Cassi
O Plano Associados acumula, no primeiro quadrimestre de 2022, um déficit operacional de R$ 118 milhões (resultado das operações menos a despesa administrativa) e um déficit líquido de R$ 567 mil, com projeção para o ano de R$ 250 milhões negativos, o que levará ao consumo de reservas da Cassi. Esse risco já vinha sendo indicado pelos novos eleitos da Cassi antes da posse, que ocorreu em 1° de junho de 2022.
A previsão foi feita com base nos resultados dos onze primeiros meses de 2021, que já apontava para um cenário de déficit das operações do Plano Associados, demonstrado pelo índice de sinistralidade de quase 100%. “O que ocorre é que nesse período, as despesas com sinistros (médico-hospitalares) foram consumidas quase que totalmente pelos recursos arrecadados das contribuições do Banco do Brasil e dos associados juntas”, explica Elisa Ferreira, representante da Federação dos Bancários de São Paulo e Mato Grosso do Sul.
De acordo com os novos eleitos, a Cassi só estava conseguindo cobrir as despesas administrativas com o auxílio das receitas dos rendimentos das reservas (R$ 48 milhões) e, em especial, pela taxa de administração paga pelo BB (que acabou em dezembro de 2021), decorrente da reforma do Estatuto de 2019 (R$ 133 milhões).
O relatório anual de 2021, divulgado após as eleições, demonstrou que as coparticipações cobradas sobre percentuais acima dos níveis anteriores à reforma estatutária de 2019, totalizaram R$ 203 milhões, além de um montante de R$ 211 milhões atribuídos à recuperação de glosas (faturamentos não recebidos ou recusados nas organizações de saúde, por problemas de comunicação entre clínicas e convênios).

A representação chamou a atenção para o desequilíbrio na gestão Cassi, uma vez que a situação já havia sido constatada. “Uma situação anunciada anteriormente e alertada. Os valores da reforma estatutária deixariam de entrar depois de dezembro de 2021 e o Plano Associados já corria risco de entrar em déficit novamente. Nada foi feito para evitar tal situação”, explica Elisa Ferreira.
De acordo com a representante, “o déficit está relacionado à política de redução de programas de saúde como PAF (Programa de Atenção Farmacêutico) e PAC (Programa de Atenção aos Crônicos), intensificação de telemedicina, ao invés de investimento no aprofundamento na Atenção Primária à Saúde, através da ESF (Estratégia de Saúde da Família) e das Clicassis, que comprovadamente trazem redução de custos pra Cassi e promovem saúde para os associados”.
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