CEBB cobra contratações, fim das demissões e negociação sobre incorporados pelo BB

07.08.2020

Negociações apontam para a renovação de algumas cláusulas A Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB) se reuniu nesta sexta-feira, 07, por meio de videoconferência, com os representantes do banco para tratar sobre questões que envolvem a pauta emprego. Na abertura da Negociação o presidente da Feeb, Jeferson Boava, funcionário do Banco […]

Negociações apontam para a renovação de algumas cláusulas

A Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB) se reuniu nesta sexta-feira, 07, por meio de videoconferência, com os representantes do banco para tratar sobre questões que envolvem a pauta emprego.

Na abertura da Negociação o presidente da Feeb, Jeferson Boava, funcionário do Banco e membro do Comando Nacional reforçou a importância da mesa. “A mesa específica do BB tem a sua importância tanto nas questões relativas aos funcionários do banco como na construção da Campanha Nacional dos bancários", destacou.

A Comissão também questionou sobre a situação dos funcionários de bancos incorporados. "É necessário avançarmos e finalizarmos as questões relativas aos bancos incorporados nessa campanha, principalmente o tema assistência médica, onde se faz necessário a incorporação de todos pela Cassi.", reafirmou Boava, sobre a importância da negociação sobre o tema.
As negociações do BB seguem o cronograma da Campanha Nacional, que teve nesta semana as pautas home office e emprego na agenda do Comando Nacional e da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban).

Entre as reivindicações apresentadas pela Comissão estão questões relacionadas à renovação de algumas cláusulas do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) em vigência, fim da redução do quadro de funcionários e contratação de concursados.

De acordo com análise do Dieese, no final de junho, o banco contava com 92.474 funcionários. Nos últimos doze meses foram fechados 3.694 postos de trabalho, destes, 283 só no 2º trimestre de 2020, aponta análise.

O lucro semestral do BB também esteve entre as discussões, assim como os números de funcionários ativos.

Covid-19
A Comissão reivindicou ainda, a realização com urgência de uma mesa específica para tratar de COVID19. “Estamos em Campanha Nacional, mas a pandemia não nos deu nenhum intervalo e os problemas são de suma urgência”, destaca Elisa Ferreira, representante da Feeb SP MS na Comissão.
Sobre o tema, foram enfatizadas questões sobre coabitantes, EPIs para funcionários que estão na linha de frente e metas esmagadoras frente à realidade do país. O Banco concordou em realizar uma mesa de debates para tratar dos assuntos. A data será divulgada em breve.

Profissionais liberais
A constitucionalidade da contratação dos profissionais liberais, entre eles, engenheiros e profissionais de TI, também foi questionada. De acordo com a Comissão, esses profissionais são contratados e promovidos à carreira administrativa por meio de seleção interna. “Há uma ação do Ministério Público do Trabalho (MPT) que questiona a constitucionalidade deste procedimento, o que deixa estes funcionários apreensivos com relação ao futuro de sua ascensão profissional. Enxergamos com preocupação a situação e entendemos que precisa ser revista e negociada entre banco e MPT.

O banco ressaltou que sempre foi sua opção haver uma carreira única e que atualmente não existe a possibilidade de se comprometer com a criação de carreiras específicas. Mas, que não há impedimento para nomeação de acordo com as especializações de cada funcionário.

Renovação de Cláusulas
O Banco apontou para a renovação de cláusulas do ACT em vigência sobre as mesas temáticas: incorporados, home office e escritórios digitais. Também deve haver renovação sobre a mesa permanente.

Outras reivindicações
A comissão também fez reivindicações específicas sobre a Performa,o o GDP e a continuidade da contagem do tempo para questão de mérito, mesmo quando o trabalhador está em licença acidente de trabalho. Uma mesa específica para tratar do tema PcD (funcionários com deficiência), também foi levantada.

Próximas mesas
As próximas mesas de negociação serão sobre saúde, igualdade e cláusulas sociais, ambas sem datas definidas.
“Apesar da importância dos compromissos assumidos pelo banco de renovação de algumas cláusulas, a dificuldade de avançarmos em alguns temas recorrentes, como contratação e incorporados nos preocupa, tanto do ponto de vista do funcionalismo, como do ponto de vista da sociedade, que espera ter um banco público que atenda, portanto, ao interesse de todos. Para isso é essencial ter funcionários e postos de atendimentos disponíveis”, explica Elisa.
 

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