Cesta básica aumenta em quase todas as capitais

10.02.2015

A Pesquisa da Cesta Básica de Alimentos (PCBA) verificou que, em janeiro, o conjunto de bens alimentícios aumentou em 17 das 18 capitais analisadas pelo DIEESE. As maiores elevações foram identificadas em Salvador (11,71%), Aracaju (7,79%), Goiânia (7,48%) e Brasília (7,26%). A única retração de valores foi observada em Manaus (-0,89%). O maior custo da […]

A Pesquisa da Cesta Básica de Alimentos (PCBA) verificou que, em janeiro, o conjunto de bens alimentícios aumentou em 17 das 18 capitais analisadas pelo DIEESE. As maiores elevações foram identificadas em Salvador (11,71%), Aracaju (7,79%), Goiânia (7,48%) e Brasília (7,26%). A única retração de valores foi observada em Manaus (-0,89%).

O maior custo da cesta básica foi apurado em São Paulo (R$ 371,22), seguido de Porto Alegre (R$ 361,11) e Florianópolis (R$ 360,64). Os menores valores médios foram observados em Aracaju (R$ 264,84), Natal (R$ 277,56) e João Pessoa (R$ 278,73).

Com base no valor apurado para a cesta mais cara, em janeiro de 2015, o salário mínimo necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas deveria equivaler a R$ 3.118,62, 3,96 vezes maior do que o mínimo de R$ 788,00, que entrou em vigor em 1º de janeiro. O cálculo do salário mínimo necessário leva em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas de um trabalhador e sua família com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o DIEESE estima mensalmente o valor do salário mínimo necessário.

Em dezembro de 2014, o mínimo necessário era menor, equivalendo a R$ 2.975,55, ou 4,11 vezes o piso então vigente, de R$ 724,00. Em janeiro de 2014, o valor necessário para atender às despesas de uma família chegava a R$ 2.748,22, 3,80 vezes o salário mínimo então em vigor (R$ 724,00).

Custo de vida sobe em São Paulo

Em janeiro, o custo de vida no município de São Paulo aumentou 2,25% em relação a dezembro de 2014. Educação e Leitura (6,67%), Transporte (5,13%), Despesas Pessoais (3,85%), Alimentação (1,78%) e Habitação (1,03%) contribuíram com 2,20 pontos percentuais (p.p.).

O aumento aplicado às mensalidades dos cursos formais (8,67%) foi o principal responsável pela elevação do subgrupo educação. No subgrupo leitura (1,18%), houve aumento dos jornais (3,99%). Estas duas variações resultaram na taxa de 6,67% do grupo Educação e Leitura.

A taxa de 5,13% apurada para o grupo Transporte foi resultado da alta nos combustíveis (1,03%), que fazem parte do subgrupo transporte individual (1,17%), sendo que a gasolina variou 0,34%, o álcool, 2,97% e o diesel, 0,37%. Subiu também o preço das tarifas de ônibus (13,76%) e metrô (17,10%), o que elevou a taxa do subgrupo transporte coletivo em 14,02%.

O aumento das tarifas de água (6,50%) e do gás de rua (1,11%) e de botijão (4,29%) elevaram os gastos com o subgrupo operação do domicílio em 1,53%, que junto com a alta de 1,18% no subgrupo limpeza doméstica, fez com que as despesas com Habitação variassem 1,03%.

O crescimento de 3,85% verificado no grupo Despesas Pessoais deveu-se principalmente ao aumento de 7,86% nos cigarros, que fez com que o subgrupo fumo e acessórios variasse 7,75%.

O grupo Alimentação variou 1,78% em relação a dezembro. Os alimentos in natura e semielaborados subiram 3,01%, registrando assim o maior reajuste entre os subgrupos, uma vez que alimentação fora do domicílio variou 1,25% e os produtos da indústria alimentícia aumentaram 0,44%.

Além do índice geral, o DIEESE calcula mais três indicadores de inflação, segundo tercis da renda das famílias paulistanas. As taxas por estrato em janeiro foram: 2,55%, para o estrato 1, que reúne as famílias com menor nível de rendimento; 2,41% para o estrato 2, cujas famílias possuem rendimento intermediário e 2,11% para o estrato 3, onde estão as famílias de maior poder aquisitivo.

Fonte: DIEESE
 

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