O plenário da Câmara dos Deputados aprovou no início da madrugada desta quarta-feira (15) projeto de lei que estabelece novas regras de administração das empresas estatais com o objetivo, segundo seus defensores, de aperfeiçoar a gestão e a transparência de empresas públicas e sociedades de economia mista. (Ranier Bragon)
A chamada lei de responsabilidade das estatais, porém, é classificada pelos partidos de oposição como o ponto de partida para a privatização dessas empresas.
A votação foi simbólica, sem registro nominal de votos. Como foi modificado, o texto volta para nova análise no Senado.
Assim como no Senado, a Câmara aprovou alterações que afrouxam as regras inicialmente previstas para limitar as indicações políticas para cargos de comando nas estatais.
O governo de Michel Temer trabalhava para alterar a determinação de que, no mínimo, 25% dos membros do conselho de administração das estatais sejam independentes, ou seja, que não tenham vínculo com a empresa ou com a sociedade de economia mista. Esse índice caiu para 20%.
O projeto determina que os presidentes dos conselhos de administração e diretores das empresas devem comprovar experiência profissional mínima de dez anos no setor de atuação da empresa ou experiência mínima de quatro anos em cargos de direção ou chefia superior.
O texto da Câmara abre a possibilidade de profissionais liberais também ocuparem esses cargos, mediante tempo mínimo de atuação.
Os deputados também derrubaram a proibição do texto do Senado de que pessoas com atuação em direção partidária ou em eleições nos 36 meses anteriores pudessem ser indicados para o conselho de administração e diretorias das estatais.
O texto da Câmara, por fim, amplia a possibilidade de publicidade e patrocínio da empresa pública e da sociedade de economia mista –de 0,5% da receita operacional bruta do exercício anterior para 1%.
As normas definidas pelo projeto deverão ser aplicadas a toda e qualquer empresa pública e sociedade de economia mista da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos municípios com receita operacional superior a R$ 90 milhões.
PROMESSA
Temer chegou a dizer que não faria mais nenhuma nomeação para as estatais até a aprovação do projeto. No último dia 9, porém, o aliado do ministro Gilberto Kassab (Comunicações) e presidente nacional em exercício do PSD, Guilherme Campos, foi nomeado para a presidência dos Correios.
Campos não integra o quadro de funcionários da empresa. O Palácio do Planalto afirmou que o presidente interino não descumpriu a promessa pois assinou a nomeação no mês anterior.
Fonta: Folha.com
Notícias Relacionadas
Atos defendem papel social da Caixa e valorização dos trabalhadores
Mobilizações em todo o país marcaram os 165 anos do banco público e reforçaram a defesa do seu papel social, das agências e da valorização dos empregados Empregados da Caixa Econômica Federal realizaram, nesta segunda-feira (12), atos em diversas cidades do país em defesa do papel social do banco público, que completa 165 anos. As […]
Leia maisBancários do Itaú avaliam novo Acordo Coletivo em assembleias nesta terça-feira (13)
ACT com validade até 2026 trata de saúde, organização do trabalho, teletrabalho e cria mesa permanente para discutir reestruturações e fechamento de agências Os bancários do Itaú Unibanco realizam nesta terça-feira (13) assembleias para avaliar e deliberar sobre o novo Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), negociado entre o banco e as entidades representativas dos trabalhadores. […]
Leia maisCategoria aprova e Caixa assina renovação do ACT do Saúde Caixa
Acordo aprovado em assembleias da base da Feeb SP/MS em novembro foi oficializado em 31 de dezembro e garante reajuste zero, preservação de direitos e retomada das negociações em 2026 Assembleias realizadas pelos sindicatos da base da Feeb SP/MS aprovaram, em novembro, a proposta de renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) do Saúde Caixa. […]
Leia mais