Dia de Luta BB – Reestruturações sem planejamento e sem garantias: Isso é bom para quem?

15.03.2016

Os funcionários do Banco do Brasil realizaram hoje, dia 15 de março, Dia Nacional de Luta em protesto contra as sucessivas reestruturações promovidas sem debate, sem discussão alguma com os sindicatos. A mais recente data de 7 de janeiro passado, quando o BB anunciou o processo de reestruturação na Visin (Vice-Presidência de Serviços de Infraestrutura), […]

Os funcionários do Banco do Brasil realizaram hoje, dia 15 de março, Dia Nacional de Luta em protesto contra as sucessivas reestruturações promovidas sem debate, sem discussão alguma com os sindicatos. A mais recente data de 7 de janeiro passado, quando o BB anunciou o processo de reestruturação na Visin (Vice-Presidência de Serviços de Infraestrutura), envolvendo as principais localidades onde já existem os grandes centros de serviços e logística e, praticamente, todos os locais com plataformas PSO. E mais: anunciou que seriam criados diversos cargos e haveria movimentação de pessoal em várias localidades.
Na ocasião, os sindicatos exigiram prorrogação do prazo de implantação, programada para janeiro passado, e garantias efetivas de realocação de pessoal, sem redução do quadro e salários. Apesar de assumir compromisso, a diretoria do BB não cumpriu nada que assegurou aos sindicatos.

Por exemplo, a permanência de caixas nas unidades de PSO não aconteceu; na verdade, foram transferidos para as agências. Resultado: os caixas executivos foram duramente prejudicados, com redução salarial em função do corte da gratificação. Sem falar que o BB ainda não pagou a Verba de Caráter Pessoal (VCP), garantida pelo período de quatro meses. Outra grave situação: ao centralizar os serviços, vários funcionários foram obrigados a se transferirem para outras cidades diante do corte de funções. E isso não é tudo. O BB não forneceu a planilha completa com todos os cargos cortados e as cidades envolvidas.

Primeira Jornada Nacional de luta no Citibank

Os Sindicatos realizaram hoje, dia 15, a primeira jornada Internacional de luta no Citibank, para pressionar o Banco a rever a decisão de abandonar os negócios na América Latina, anunciada em fevereiro deste ano. O fechamento do Banco afetaria trabalhadores do Brasil, da Argentina e Colômbia.
No dia 25 de fevereiro, os sindicatos se reuniram com o diretor de Recursos Humanos do Citibank, Rudnei Gomes, para tratar sobre o anúncio feito pelo Banco de que fechará o segmento de varejo no Brasil.

Os representantes dos bancários exigiram que os empregos sejam mantidos, que não haja demissões e cobraram ainda que seja realizado um estudo de impacto sobre o fechamento do Banco e reforçaram que acompanharão de perto a situação dos bancários. Foi decidido que o Citi marcará outra reunião para apresentar o estudo.

O Citigroup, dono do Banco, já havia informado que a conclusão do processo de venda deve acontecer até o fim deste ano. O Banco possui 71 agências e cerca de 5 mil funcionários no Brasil. Na base do sindicato temos uma agência em São José dos Campos.

Uma das preocupações do sindicato é de que o fechamento do Citibank seja mais um processo de fusão entre Bancos no país, o que aumenta o monopólio no setor, prejudicando a economia e a geração de empregos.
Em São José dos Campos, os bancários protestaram retardando a abertura da agência em uma hora, a diretora do sindicato Telma Alves Vilela e o diretor Jair dos Santos, estiveram reunidos com os bancários na agência.

Fonte: Sindicato dos Bancários de SJCampos e Região 

 

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