Dirigentes sindicais do Itaú discutem balanço do banco e planejam luta

01.08.2013

Dirigentes sindicais do Itaú se reuniram na manhã desta quinta-feira, 1/8, na sede da Federação dos Bancários de São Paulo e Mato Grosso do Sul (Feeb SP/MS) para discutir o balanço do banco e traçar estratégias de luta. O lucro do Itaú no primeiro semestre de 2013 foi de R$ 7,055 bilhões, 2º maior lucro […]

Dirigentes sindicais do Itaú se reuniram na manhã desta quinta-feira, 1/8, na sede da Federação dos Bancários de São Paulo e Mato Grosso do Sul (Feeb SP/MS) para discutir o balanço do banco e traçar estratégias de luta.

O lucro do Itaú no primeiro semestre de 2013 foi de R$ 7,055 bilhões, 2º maior lucro da história dos bancos brasileiros, só atrás do próprio recorde do ano de 2011. Porém, ao mesmo tempo em que é uma das instituições que mais lucra, o Itaú é também um dos mais demite. Segundo levantamento do Dieese, nos primeiros seis meses do ano foram cortados 2.264 postos de trabalho; 1.556 dispensas somente no segundo trimestre. No número de desligamentos perde apenas para o Santander, que demitiu 2.290 bancários. “É um absurdo que o banco continue demitindo e submetendo os bancários a péssimas condições de trabalho e, consequentemente, piorando o atendimento aos clientes em nome do lucro”, afirma Mauri Sério, representante da Federação na COE.

Na reunião, os dirigentes sindicais se queixaram das metas abusivas às quais os bancários são submetidos diariamente e da falta de clareza do banco ao defini-las. “Ao impor metas agressivas, sem critérios, o banco está agredindo a saúde dos funcionários", afirma Samuel Nicolette, diretor do Sindicato dos Bancários de campinas.

O diretor do Sindicato dos Bancários de Piracicaba, Marcelo Abrahão, completa que o sistema financeiro do Brasil está acostumado a lucros estratosféricos e para atingi-los as instituições financeiras, que são as que mais lucram, estão ultrapassando os limites do indivíduo, causando-lhes doenças ocupacionais e, em alguns casos, levando ao suicídio. “Todos temos metas na vida, porém elas não podem extrapolar as nossas condições físicas e psicológicas”, afirma. Marcelo destaca ainda que os bancos privados não acompanharam a política dos bancos públicos de redução de juros para continuar com a rentabilidade e insistem em usurpar da saúde do bancário.

Essa situação reforça a importância do Protocolo de Combate às Metas Abusivas, apresentado pela Federação e aprovado na 15ª Conferência Nacional, o qual estabelece regras para comercialização de produtos e serviços, com o objetivo de garantir aos trabalhadores uma vida laboral ética e saudável.

Fonte: Feeb SP/MS

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