No sétimo dia de greve, gerentes do banco pressionaram funcionários a voltar ao trabalho causando tumulto nas portas das agências

Desesperados pela possibilidade de ver as agências fechadas mais um dia, os gerentes do banco Bradesco tentaram usar a força bruta para forçar os funcionários a voltar a seus postos de trabalho. Ligando insistentemente nos celulares dos funcionários, os gerentes da maioria das agências do Bradesco de Sorocaba pressionaram e coagiram os bancários para que estes voltassem ao trabalho. A tática tentada pelas gerências foi a de deixar todas as portas das agências destravadas e ordenar a todos os funcionários que entrassem por elas em bandos, usando a força física para driblar os dirigentes sindicais que ali estivessem.
Porém, a atitude de desespero dos gerentes não funcionou e só gerou tumulto na porta dos bancos. Coagidos e ameaçados numa clara demonstração de assédio moral, os funcionários se aglomeraram em grupos nas portas das agências, aguardando para saber o que aconteceria. Os gerentes então, vendo-os de dentro do banco, obrigavam-nos a entrar, sob ameaças. Os dirigentes sindicais, por sua vez, postados nas portas do banco, instruíam que a greve é um direito de todos os bancários e que ela era necessária para mudar a situação da categoria e da sociedade, que merece um atendimento melhor, com mais funcionários.
Sem saber o que fazer, os bancários esperaram ansiosos, por cerca de uma hora e meia em frente às agências. Percebendo que a pressão e a tática dos gerentes não adiantariam, se dispersaram e foram embora. Uma funcionária revelou que a ordem era que atendessem os clientes no saguão do banco, caso não conseguissem entrar. Uma outra, chorava em desespero pela pressão e as ameaças recebidas do gerente. Na agência do Bradesco da rua São Bento, no centro de Sorocaba, o gerente geral forçou a entrada de funcionários empurrando uma dirigente sindical de estatura pequena e idade superior a 60 anos, que estava na porta do banco. A violência não deu certo e só gerou mais confusão. A TV e os jornais documentaram a situação nas agências.
Depois de quase uma hora e meia de tensão, a situação se acalmou e os gerentes, percebendo que a pressão não adiantaria mais e que o horário de abertura das agências já havia passado, se conformaram. “Essa é uma situação absurda, vemos que os gerentes chegaram a seu extremo, perdendo a noção do que é cidadania, do que são direitos – não só do bancário, mas do ser humano. Um gerente que faz funcionário chorar, que não permite o uso do banheiro, que empurra dirigente sindical dessa maneira, não tem preparo para ocupar o cargo que exerce”, comenta Julio Cesar Machado, presidente do Sindicato dos Bancários de Sorocaba e Região.
Juliana Alonço – Sindicato dos Bancários de Sorocaba
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