
Banco apresenta programas voltados a mulheres, negros, PCDs, LGBTQIA+ e trabalhadores 50+
A Federação dos Bancários dos Estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul (Feeb SP/MS) participou nesta terça-feira (2) da reunião da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander. No encontro, o banco apresentou suas iniciativas para ampliar a diversidade e inclusão no ambiente de trabalho, com foco em mulheres, negros, pessoas com deficiência (PCDs), funcionários LGBTQIA+ e tabalhadores 50+.
Atualmente, 53% dos cargos no Santander são ocupados por mulheres, percentual que já foi de 59%. Nos cargos de liderança, 36% são mulheres, e a meta é atingir 40% até 2027. Para ampliar a inclusão racial, o programa “Talento Não Tem Cor” incentiva a contratação de pessoas negras. Hoje, 82% dos estagiários e jovens aprendizes são negros, e o banco tem ampliado oportunidades para que esses profissionais sejam efetivados após o estágio.
No programa “Habilidade Não Tem Limite”, voltado para PCDs, o Santander afirmou que contrata o profissional e, depois, oferece capacitação e ferramentas para seu desenvolvimento. O treinamento será inicialmente virtual, visando alcançar funcionários em todo o país.
Para os funcionários LGBTQIA+, o programa “Aqui Não Tem Barreiras” busca criar um ambiente de trabalho seguro antes de estabelecer metas de contratação. Segundo o censo interno do banco, 13% dos funcionários se declararam LGBTQIA+, sendo 10% pessoas trans.
Já o programa “Aqui Se Empreende” foi criado para valorizar funcionários 50+. A iniciativa busca aproveitar o conhecimento e a experiência desses trabalhadores e promover a troca entre diferentes gerações dentro da empresa. O Santander reconheceu que a diversidade etária pode gerar desafios, mas ressaltou que, quando bem trabalhada, pode resultar em soluções mais sólidas e alinhadas às necessidades de todos.
A representante da Feeb SP/MS, Letícia Françoso, destacou a necessidade de acessibilidade nos processos seletivos e na qualificação profissional.
“É essencial garantir acessibilidade desde a contratação. Muitos processos seletivos ainda não são inclusivos, especialmente para surdos e neurodivergentes. Também destaquei a importância de capacitação após a contratação, pois muitos PCDs não têm acesso à educação. Eu mesma só consegui me formar graças à bolsa de 50% do Santander. Essas iniciativas fazem a diferença e promovem inclusão real.”
Os trabalhadores também questionaram o banco sobre assédio sexual nas agências. O Santander informou que realizou um curso obrigatório em dezembro para reforçar a política de tolerância zero a esse tipo de conduta.
A COE ainda cobrou mais acessibilidade para funcionários PCDs e oportunidades de capacitação profissional. O banco afirmou que tem oferecido vagas de certificação CPA, sendo 10% para PCDs, 30% para mulheres e 50% para negros.
A Feeb SP/MS seguirá acompanhando e cobrando a efetivação dessas políticas para garantir um ambiente de trabalho mais diverso e inclusivo. A próxima reunião está prevista para maio, com data a ser definida.
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