Funcionários denunciam pressão e adoecimento nas unidades; sindicatos reforçam defesa por condições dignas de trabalho

06.11.2025

Mobilizações cobraram fim das metas inatingíveis e denunciaram o adoecimento causado pela pressão no ambiente de trabalho Sindicatos filiados à Federação dos Empregados em Estabelecimentos Bancários dos Estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul (Feeb SP/MS) participaram, nesta quarta-feira (5), do Dia Nacional de Luta contra as metas abusivas impostas pelo Banco do […]

Mobilizações cobraram fim das metas inatingíveis e denunciaram o adoecimento causado pela pressão no ambiente de trabalho

Sindicatos filiados à Federação dos Empregados em Estabelecimentos Bancários dos Estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul (Feeb SP/MS) participaram, nesta quarta-feira (5), do Dia Nacional de Luta contra as metas abusivas impostas pelo Banco do Brasil. As mobilizações ocorreram em todo o país, com cartazes, faixas, panfletos e ações nas redes sociais, denunciando práticas que têm transformado o ambiente de trabalho em um espaço de pressão e medo.

Conforme relatos dos trabalhadores, as metas definidas pela Diretoria de Varejo desconsideram a realidade das agências, que enfrentam falta de pessoal, acúmulo de funções e infraestrutura precária. “O Banco do Brasil tem um papel social importante e não pode seguir colocando o lucro acima das pessoas. É hora de mostrar nossa força e defender um ambiente de trabalho saudável, com respeito, dignidade e condições justas para todos”, afirmou Maria Aparecida da Silva (Cida), diretora do sindicato dos Bancários de Campinas e representante da Feeb SP/MS na Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB).

O diretor do Sindicato dos Bancários de Piracicaba, Lucas Passos de Lima destacou que o êxito do banco depende do esforço de quem está nas agências. “As metas precisam respeitar a realidade e os limites humanos de cada equipe. O que a gente quer é diálogo, valorização e equilíbrio. O BB só é grande porque tem gente comprometida lá dentro.”

O movimento sindical alerta que o avanço das metas inatingíveis e a falta de diálogo corroem valores históricos do banco e comprometem o atendimento à população. “A verdadeira meta de um banco público deve ser o respeito ao trabalhador, ao cliente e à sua missão social”, reforçaram os dirigentes.

A pressão diária e o medo de punições têm causado adoecimento físico e emocional entre os funcionários, principalmente nas unidades de varejo. Em reunião recente com o Banco do Brasil, a CEBB cobrou que as metas sejam discutidas de forma transparente e efetiva. O banco concordou e uma nova mesa de negociação será agendada.

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