Greve dos bancários continua forte na região de Campinas

03.10.2016

A greve dos bancários permanece forte na região de Campinas. Hoje (3), vigésimo oitavo dia, 347 locais de trabalho fechados: 172 em Campinas (área central e 20 bairros); 175 em 35 das 36 cidades que fazem parte da base do Sindicato da categoria. Na última sexta-feira (30), vigésimo quinto dia, 348 locais de trabalho fechados […]

A greve dos bancários permanece forte na região de Campinas. Hoje (3), vigésimo oitavo dia, 347 locais de trabalho fechados: 172 em Campinas (área central e 20 bairros); 175 em 35 das 36 cidades que fazem parte da base do Sindicato da categoria. Na última sexta-feira (30), vigésimo quinto dia, 348 locais de trabalho fechados (173 em Campinas; 175 na Região). No país, no 25º dia, a greve atingiu 13.358 agências (57% do total) e 34 centros administrativos.

Assembleia hoje

O Sindicato realiza hoje assembleia na sede em Campinas, às 18h. Na pauta, os rumos da greve, da Campanha. Na quinta rodada de negociação com a Fenaban, realizada no dia 28 de setembro, o Comando Nacional dos Bancários considerou insuficiente e rejeitou a nova proposta. Além de uma Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) com validade de dois anos, apresentada no dia 27 (quarta rodada de negociação durante a greve), a proposta detalhada no dia 28 prevê reajuste de 7% sobre salários, verbas, tíquetes e auxílios; abono de R$ 3.500,00; e, em 2017, reposição da inflação (setembro de 2016 a agosto de 2017), mais 0,5% de aumento real.

O reajuste de 7%, vale lembrar, é o mesmo apresentado na primeira rodada de negociação após a deflagração da greve, realizada no dia 9 de setembro; e rejeitado em assembleia no dia 12 do mês passado. A inflação acumulada entre os meses de setembro de 2015 e agosto deste ano, é de 9,62%. Quanto ao abono, passou de R$ 3.300,00 (proposto no dia 9) para R$ 3.500,00; antes da greve era de R$ 3 mil.

Principais reivindicações

Reajuste salarial: Reposição da inflação (9,62%) mais 5% de aumento real.
PLR: 3 salários mais R$ 8.317,90.
Piso: R$ 3.940,24 (equivalente ao salário mínimo do Dieese em valores de junho último).
Vale alimentação: R$ 880,00 ao mês (valor do salário mínimo).
Vale refeição: R$ 880,00 ao mês.
13ª cesta e auxílio-creche/babá: R$ 880,00 ao mês..
Melhores condições de trabalho com o fim das metas abusivas e do assédio moral que adoecem os bancários.
Emprego: fim das demissões, mais contratações, fim da rotatividade e combate às terceirizações diante dos riscos de aprovação do PLC 30/15 no Senado Federal, além da ratificação da Convenção 158 da OIT, que coíbe dispensas imotivadas.
Carreira: Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS): para todos os bancários.
Auxílio-educação: pagamento para graduação e pós.
Segurança: Prevenção contra assaltos e sequestros: permanência de dois vigilantes por andar nas agências e pontos de serviços bancários, conforme legislação. Instalação de portas giratórias com detector de metais na entrada das áreas de autoatendimento e biombos nos caixas. Abertura e fechamento remoto das agências, fim da guarda das chaves por funcionários.
Igualdade de oportunidades: fim às discriminações nos salários e na ascensão profissional de mulheres, negros, gays, lésbicas, transexuais e pessoas com deficiência (PCDs).

Fonte: Jairo Gimenez – Seeb Campinas
Foto: Júlio César Costa

 

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