Greve dos bancários cresce no nono dia, em Campinas

14.09.2016

A greve dos bancários cresceu hoje (14), nono dia, com mais adesões em Campinas, onde número de locais de trabalho fechados (agências e departamentos) passou de 120 para 125 na área central da cidade e em 18 bairros. Na Região, a greve continua em 127 locais de trabalho instalados em 32 das 36 cidades, totalizando […]


A greve dos bancários cresceu hoje (14), nono dia, com mais adesões em Campinas, onde número de locais de trabalho fechados (agências e departamentos) passou de 120 para 125 na área central da cidade e em 18 bairros. Na Região, a greve continua em 127 locais de trabalho instalados em 32 das 36 cidades, totalizando 252 na base do Sindicato dos Bancários de Campinas e Região. Ontem (13) a greve atingiu o total de 230 locais de trabalho; no primeiro dia (6), 161 locais de trabalho fechados. Deflagrada no último dia 6, por tempo indeterminado, a greve continua nesta quinta-feira, dia 15.

Comando e Fenaban retomam negociação

O Comando Nacional dos Bancários e a Fenaban retomam nesta quinta-feira (15), em São Paulo, o processo de negociação suspenso ontem (13). Em duas rodadas depois de deflagrada a greve (dias 9 e 13), a negociação não avançou seja no campo econômico ou social. “A Fenaban insiste num modelo de acordo que não valoriza os funcionários. Para romper com essa postura intransigente, não resta outro caminho que não seja a intensificação da luta, da mobilização nacional. Pressionados, é possível que os Bancos apresentem uma proposta decente”, avalia a presidente do Sindicato, Ana Stela Alves de Lima.

Principais reivindicações

Reajuste salarial: Reposição da inflação (9,62%) mais 5% de aumento real).
PLR: 3 salários mais R$ 8.317,90.
Piso: R$ 3.940,24 (equivalente ao salário mínimo do Dieese em valores de junho último).
Vale alimentação: R$ 880,00 ao mês (valor do salário mínimo).
Vale refeição: R$ 880,00 ao mês.
13ª cesta e auxílio-creche/babá: R$ 880,00 ao mês.
Melhores condições de trabalho com o fim das metas abusivas e do assédio moral que adoecem os bancários.
Emprego: fim das demissões, mais contratações, fim da rotatividade e combate às terceirizações diante dos riscos de aprovação do PLC 30/15 no Senado Federal, além da ratificação da Convenção 158 da OIT, que coíbe dispensas imotivadas.
Carreira: Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS): para todos os bancários.
Auxílio-educação: pagamento para graduação e pós.
Segurança: Prevenção contra assaltos e sequestros: permanência de dois vigilantes por andar nas agências e pontos de serviços bancários, conforme legislação. Instalação de portas giratórias com detector de metais na entrada das áreas de autoatendimento e biombos nos caixas. Abertura e fechamento remoto das agências, fim da guarda das chaves por funcionários.
Igualdade de oportunidades: fim às discriminações nos salários e na ascensão profissional de mulheres, negros, gays, lésbicas, transexuais e pessoas com deficiência (PCDs).
 

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