Lucro da Caixa sobe 92% no 2º trimestre, a R$ 1,6 bilhão

15.08.2016

Resultado foi puxado por aumento das receitas, diz o banco. No semestre, o lucro líquido foi de R$ 2,4 bilhões. A Caixa Econômica Federal informou nesta sexta-feira (12) que alcançou lucro líquido de R$ 2,4 bilhões no primeiro semestre de 2016. O banco divulgou ainda que, no segundo trimestre, o lucro foi de R$ 1,6 […]

Resultado foi puxado por aumento das receitas, diz o banco.
No semestre, o lucro líquido foi de R$ 2,4 bilhões.

A Caixa Econômica Federal informou nesta sexta-feira (12) que alcançou lucro líquido de R$ 2,4 bilhões no primeiro semestre de 2016. O banco divulgou ainda que, no segundo trimestre, o lucro foi de R$ 1,6 bilhão, aumento de 92,1% em relação ao trimestre anterior.

Segundo a Caixa, o resultado foi puxado por um aumento das receitas, em especial, com prestação de serviços e o controle das despesas administrativas. A ampliação do relacionamento com clientes gerou aumento de 9,5% nas receitas com prestação de serviços no primeiro semestre de 2016. Os principais destaques foram as receitas com contas correntes (alta de 26,3% em 12 meses), convênios e cobrança (alta de 11,8%), e administração de fundos de investimento (alta de 9,6%).

Em comunicado, a Caixa destacou que as despesas tiveram crescimento abaixo da inflação acumulada nos últimos 12 meses, de 8,84%. As despesas com pessoal subiram 4,5%, enquanto outras despesas administrativas subiram 4,2% em relação ao primeiro semestre de 2015.

Crédito imobiliário e consignado se destacam

A Caixa apontou que o financiamento habitacional continua a ser o principal seu segmento de crédito, com saldo de R$ 393,7 bilhões, o que representa 66,7% do mercado, e evolução de 7,2% em 12 meses.

A carteira de crédito ampla apresentou saldo de R$ 691,6 bilhões, crescimento de 6,7% em 12 meses e participação de 21,8% no mercado.

As contratações da carteira de crédito habitacional somaram R$ 38,1 bilhões no primeiro semestre de 2016, dos quais R$ 29,9 bilhões com recursos do FGTS, incluindo subsídios, e R$ 7,1 bilhões com recursos do Caixa/SBPE, além de R$ 1,1 bilhão contratados com outros recursos. A Caixa aponta que continua líder nesse segmento, com participação no mercado de 66,7%.

Ainda de acordo com o comunicado, as operações comerciais com pessoas físicas e pessoas jurídicas totalizaram R$ 195,5 bilhões, com saldo estável em 12 meses. O destaque nesse segmento foi o crédito consignado, que cresceu 10,4%, e fechou o mês de junho com saldo de R$ 61,4 bilhões. As operações de saneamento e infraestrutura apresentaram saldo de R$ 75,9 bilhões, avanço de 20,0% em 12 meses.

O crescimento das operações de habitação, saneamento e infraestrutura respondeu por 90% da evolução da carteira de crédito da Caixa.

Poupança

A poupança, com saldo de R$ 238,7 bilhões e crescimento de 2,8% em 12 meses, continua sendo a fonte de recursos mais importante para o financiamento das operações da Caixa, ainda segundo o comunicado do banco.

As captações totais alcançaram saldo de R$ 932,9 bilhões no primeiro semestre de 2016, com crescimento de 4,5 % em 12 meses, e em volume suficiente para cobrir 134,9% da carteira de crédito. A evolução no saldo foi influenciada, principalmente, pelos acréscimos de 22,5% no CDB, 14,8% em Empréstimos e Repasses e 2,8% na Poupança. Os depósitos totalizaram R$ 462,4 bilhões em junho de 2016, aumento de 8,6%.

Benefícios sociais

A Caixa informou que, no primeiro semestre de 2016, foram pagos cerca de 83,3 milhões de benefícios sociais, correspondendo a R$ 13,6 bilhões. O Bolsa Família pagou cerca de 79,8 milhões de benefícios no período, totalizando R$ 12,9 bilhões.

Já os pagamentos de benefícios voltados ao trabalhador totalizaram 83,1 milhões de pagamentos, somando R$ 118,8 bilhões. Entre eles, o seguro-desemprego, abono salarial e PIS corresponderam a R$ 28,4 bilhões. As aposentadorias e pensões pagas aos beneficiários do INSS totalizaram 32,5 milhões, somando R$ 37,1 bilhões.

A arrecadação do FGTS atingiu R$ 59,7 bilhões e os saques, R$ 53,2 bilhões. Em junho de 2016, o Fundo era composto por 150,1 milhões de contas.

Fonte: G1
 

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