Mobilização dos financiários favorece negociações com a Fenacrefi

23.08.2016

Na manhã desta terça-feira (23), entidades de representação dos trabalhadores financiários, entre elas, a Federação dos Bancários de São Paulo e Mato Grosso do Sul (FEEB-SP/MS) participaram de nova rodada de negociação com a Fenacrefi (Federação Interestadual das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento), em São Paulo. Na pauta da reunião, três assuntos foram abordados: […]

Na manhã desta terça-feira (23), entidades de representação dos trabalhadores financiários, entre elas, a Federação dos Bancários de São Paulo e Mato Grosso do Sul (FEEB-SP/MS) participaram de nova rodada de negociação com a Fenacrefi (Federação Interestadual das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento), em São Paulo.

Na pauta da reunião, três assuntos foram abordados: Auxílio Educacional (clausula 27 da Convenção Coletiva de Trabalho – CCT da categoria), Abono Assiduidade (cláusula 44 da CCT) e Complementação de Auxílio Doença (cláusula 80 da CCT).

Diferentemente da reunião do dia 02 de agosto, que foi encerrada sem acordo após a entidade patronal apresentar uma proposta de reajuste de 7,86% (80% do INPC de 9,83%, referente a junho de 2016 aplicável a todas as verbas), a de hoje teve um avanço: os representantes das Financeiras admitiram a possibilidade de concessão do abono assiduidade (Cláusula 44 da Convenção Coletiva de Trabalho – CCT da categoria), tal qual a redação da CCT dos Bancários, como reivindica o movimento sindical.


Auxílio educacional

Resistente com relação à concessão do auxílio educacional, a representante das Financeiras declarou que a Comissão dos trabalhadores deverá negociar diretamente com cada empresa.

Complementação do auxílio doença

Já no que se refere à complementação do auxílio doença aos afastados por licença médica, a posição da Fenacrefi é de que deverá ser reajustado pelo índice acordado, e não com base no salário mínimo, conforme reivindicação do movimento sindical.

Walmir Gomes, diretor da FEEB-SP/MS, que representou a entidade na mesa, destaca que houve uma melhora significativa na postura dos representantes das Financeiras, “mais respeitosa e menos intransigente” e também, que a mudança deve-se à participação dos trabalhadores e às conquistas da 1º Conferência Nacional dos Financiários, realizada entre os dias 12 e 14 de maio deste ano, em São Paulo.

“A Fenacrefi ainda não nos apresentou um índice decente, mas não podemos deixar de destacar a melhoria na qualidade da mesa de negociação, que é fruto da participação e mobilização dos financiários e financiárias, que realizaram Dia Nacional de Luta na véspera da reunião. Essa participação ativa dos trabalhadores também é resultado da nossa 1º Conferência Nacional dos Financiários, que reuniu trabalhadores de todo o país para discutir, tirar dúvidas, conhecer as diferentes realidades das regiões do Brasil e cujo mérito principal foi a aproximação e união dos trabalhadores, que têm aderido massivamente às mobilizações”, avaliou.

Próximas reuniões

Nova rodada está marcada para o dia 30 de agosto, quando haverá um último debate sobre o conteúdo da minuta, e outra para o dia 12/09, quando o movimento sindical cobrará da Fenacrefi a apresentação de uma proposta global.

 

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