Para Bancos, o que vale é a meritocracia

10.09.2015

Promoção deve ser por mérito. Essa afirmação é da Fenaban manifestada nesta quarta-feira (9) durante a terceira rodada de negociação com o Comando Nacional dos Bancários, em São Paulo, quando discutiu o tema Igualdade de Oportunidades e Tratamento. Os representantes dos Bancos deram uma demonstração de total desconhecimento das desigualdades que atingem principalmente mulheres e […]

Promoção deve ser por mérito. Essa afirmação é da Fenaban manifestada nesta quarta-feira (9) durante a terceira rodada de negociação com o Comando Nacional dos Bancários, em São Paulo, quando discutiu o tema Igualdade de Oportunidades e Tratamento. Os representantes dos Bancos deram uma demonstração de total desconhecimento das desigualdades que atingem principalmente mulheres e negros. Definir um Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS), por exemplo, está descartado. “Para a Fenaban, ascensão na carreira é via meritocracia e ‘competência’. O que é um equívoco. Na verdade, são necessários critérios, transparência. A igualdade passa por esse caminho”, avalia o secretário geral da Federação dos Bancários de São Paulo e Mato Grosso do Sul (FEEB-SP/MS), Jeferson Boava, que participou da rodada.

Identidade – Os Bancos negaram a reivindicação do direito à identidade visual de cada bancário.

PCDs – As pessoas com deficiência representam apenas 3,6% da categoria. Assim, nem mesmo a cota de 5% prevista em lei estaria sendo cumprida pelos Bancos. O Comando destacou, ainda, que os acidentados no trabalho não podem entrar na cota e a Fenaban negou que isso ocorra. Quanto ao dia livre para manutenção de próteses, os Bancos não querem incluir na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT).

Assédio sexual – O Comando dos Bancários apresentou aos Bancos dados da Consulta de 2015, onde a categoria manifestou preocupação com o tema. Nessa questão, Comando e Fenaban concordam: casos de assédio sexual não serão admitidos.

Reunião de pais – Os Bancos assumiram compromisso em analisar a possibilidade de atender à reivindicação, que prevê direito a um dia de ausência remunerada a cada seis meses para os pais participarem de reuniões escolares com os professores para cada filho ou enteado, em idade escolar. Já tramita no Senado projeto de lei nesse sentido, em caráter terminativo, ou seja, aprovado pelas comissões, não precisará voltar para votação em plenário.

Calendário – O Comando Nacional dos Bancários e a Fenaban voltam à mesa de negociação em rodada extra no próximo dia 15 para terminar os debates sobre causas de adoecimento e metas, além dos 15 minutos de pausa para mulheres. O tema Remuneração será negociado no dia seguinte, 16 de setembro.

 

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