Para enfrentar a crise e defender direitos trabalhistas e sociais, centrais sindicais realizam Assembleia Nacional de Trabalhadores

28.07.2016

Selando a unidade das centrais sindical na luta contra qualquer forma de flexibilização dos direitos da classe trabalhadora, o que causaria uma crise sem precedentes em todo o mercado de trabalho nacional, beneficiando única e exclusivamente o empresariado, a União Geral dos Trabalhadores (UGT), juntamente com a CUT, CTB, Força Sindical, CGTB, Nova Central, CSP […]


Selando a unidade das centrais sindical na luta contra qualquer forma de flexibilização dos direitos da classe trabalhadora, o que causaria uma crise sem precedentes em todo o mercado de trabalho nacional, beneficiando única e exclusivamente o empresariado, a União Geral dos Trabalhadores (UGT), juntamente com a CUT, CTB, Força Sindical, CGTB, Nova Central, CSP Conlutas e CSB realizaram, nesta terça-feira, 26 de julho, em São Paulo, uma Assembleia Nacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras por emprego e garantia de direitos.

O encontro reuniu militantes de todas as centrais para um evento que fortaleceu a união entre as entidades que, neste momento delicado de constantes ataques contra os direitos trabalhistas e os avanços sociais conquistados pela população brasileira, deixou claro que é preciso abandonar as diferenças ideológicas para lutar por um ideal comum. “A importância da unidade das centrais já foi comprovada na época em que construímos a política de reajuste do Salário Mínimo. Diante desse cenário, precisamos novamente lutar por um objetivo único, pois a nossa desunião representará perdas de direitos,” explica Ricardo Patah, presidente nacional da UGT.

Patah ressaltou que esta união é um demonstrativo muito importante para esse momento, principalmente porque a Confederação Nacional da Indústria (CNI) emitiu uma nota pedindo o fim da Norma Regulamentadora Nº 12, que trata da Segurança no Trabalho em Máquinas e Equipamentos e, como não poderia deixar de ser, para enfrentar as declarações feitas pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), em que propõe aumento da jornada de trabalho para 80 horas semanais. “Eles acham que somos máquinas, é esse o respeito que os empresários têm pela classe trabalhadora?”, questiona o líder ugetista.

Em relação a previdência, em momento algum se fala em mexer com a elite, mas não faltam dedos para apontar os culpados pelo suposto rombo que existe nos cofres do INSS que, segundo as falácias divulgadas pela assessoria do governo federal, sobrecaem sobre as categorias rurais e pescadores, ou seja, pessoas que historicamente não têm condições de contribuir regularmente para o sistema previdenciários, mas que pela Constituição de 88 têm o direito adquirido à aposentadoria. “Hoje somos quase 13 milhões de desempregados e se não estivermos unidos e nos manifestando nas ruas nós vamos realmente ter problemas graves”, diz Patah.

“Temos que lutar com todas as forças para que os pobres e o miseráveis possam se aposentar no futuro. As mulheres, que ainda hoje sofrem todo o tipo de preconceito e discriminação, são mortas, estupradas, ganham um salário menor que o dos homens para exercer as mesmas funções e ainda por cima cumprem duplas ou triplas jornadas de trabalho, também não podem perder direitos isso é inadmissível”, conclui Ricardo Patah.

Por Fábio Ramalho – imprensa UGT / fotos FH Mendes

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