Paralisação segue forte no 11º dia, mas é preciso cuidado com ameaças ao direito de greve

16.10.2015

Nesta sexta-feira (16), a Greve Nacional dos Bancários entrou no décimo primeiro dia e segue forte em todo o país. Na base dos sindicatos filiados à Federação dos Bancários de São Paulo e Mato Grosso do Sul (FEEB-SP/MS), subiu para 1.983 o número de agências fechadas entre bancos públicos e privados devido à adesão dos […]

Nesta sexta-feira (16), a Greve Nacional dos Bancários entrou no décimo primeiro dia e segue forte em todo o país.

Na base dos sindicatos filiados à Federação dos Bancários de São Paulo e Mato Grosso do Sul (FEEB-SP/MS), subiu para 1.983 o número de agências fechadas entre bancos públicos e privados devido à adesão dos trabalhadores à paralisação; a nível nacional, a greve que atinge todos estados da federação fechou na última quinta-feira (15), mais de 11.800 agências e 44 centros administrativos.

A greve deste ano é uma das mais fortes dos últimos tempos. A força da mobilização que a categoria vem promovendo é diretamente proporcional à indignação com o descaso e desfaçatez dos bancos ao oferecem reajuste abaixo da inflação – índice de 5,5% e abono de R$ 2,5 mil, que não se incorpora ao salário e, portanto, não resolve a vida do funcionário diante da crise econômica, com a inflação nas alturas, solapando poder de compra dos trabalhadores – mesmo diante dos sucessivos recordes de lucratividade do setor.

A Fenaban, entretanto, resiste em voltar à mesa de negociação e permanece sem dar sinais de disposição para a retomada do diálogo. Os bancários, por sua vez, permanecem com os braços cruzados até que a entidade patronal acene com uma proposta mais justa, que contemple as necessidades da categoria.

Ameaças ao direito de greve

Desesperadas com a adesão massiva dos trabalhadores à paralisação, algumas instituições financeiras estão lançando mão de artifícios para burlar a greve e seus efeitos, como o contingenciamento, situação em que os funcionários das agências e centros administrativos são transferidos para outras unidades e locais de trabalho ou ainda são obrigados a trabalhar em locais e turnos distintos, uma prática que ilegal, pois fere o direito de greve, garantido pela Constituição Federal.

Outra prática igualmente deplorável são as tentativa dos banco Itaú e Bradesco, que vem pressionando os trabalhadores para que abram as agências à revelia da declaração de greve, desrespeitando a mobilização dos bancários que estão lutando por melhores condições de trabalho. Sindicatos da base da Federação estão atentos a estas manobras e prontos para acolher denúncias, agindo para conter tais abusos e garantir que o direito constitucional seja preservado.
 
Tuitaço #Exploraçãonãotemperdão

Nesta sexta-feira, o movimento sindical bancário, realizou um Tuitaço com o mote #Exploraçãonãotemperdão!, tema da Campanha Nacional deste ano, chamando a atenção da sociedade para as exorbitantes taxas de juros para pessoa física praticadas pelos principais bancos em atividade no país (Bradesco, Itaú, HSBC, Santander), além de Caixa Econômica e Banco do Brasil), evidenciando uma dupla exploração, a dos trabalhadores, cujo trabalho propicia a alta lucratividade das instituições financeiras e da população brasileira em geral, que paga as taxas mais altas do mundo. Na segunda-feira (19), haverá mais um dia de Tuitaço. Os bancários podem participar postando mensagens no Twitter utilizando a hashtag: #Exploraçãonãotemperdão!.

Foto: SEEB Campinas

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