Pressão da Caixa Federal por venda incorreta é assédio moral

27.07.2021

CR 444 vira tribunal de exceção Empregados da Caixa Federal de várias unidades instaladas no país denunciam que chefias pressionam para venda de seguro prestamista antes mesmo da liberação do crédito ao cliente. O citado seguro garante o pagamento do empréstimo em caso de morte ou invalidez total. A venda antecipada do seguro, como quer […]

CR 444 vira tribunal de exceção

Empregados da Caixa Federal de várias unidades instaladas no país denunciam que chefias pressionam para venda de seguro prestamista antes mesmo da liberação do crédito ao cliente. O citado seguro garante o pagamento do empréstimo em caso de morte ou invalidez total.

A venda antecipada do seguro, como quer as chefias, é puro assédio moral com graves consequências aos empregados. Vejamos. Caso ocorra algum problema no processo e o crédito não seja liberado, o cliente certamente irá reclamar. O que pode resultar em penalidades previstas no normativo denominado CR 444 000, que trata do Programa de Incentivo às Práticas de Vendas Qualificadas (PQV).

A Comissão Executiva dos Empregados (CEE), inclusive, reivindicou à Caixa Federal a revogação do PQV, que é arbitrário, punitivo e introduziu o conceito de “falha comportamental”, que pode ser apontada e corrigida por procedimento correcional ou instauração de processo administrativo.

O que é preocupante. Afinal, em decorrência da “falha comportamental” ou “baixo desempenho” entra em cena o substituto do MO chamado “apontamento de condutas”, instrumento utilizado para descomissionar por justo motivo, sem direito à incorporação de função. E tem mais: diante do tribunal PQV o empregado não tem oportunidade de apresentar esclarecimentos ou mesmo sua defesa.

Para o diretor do Sindicato e representante da Federação dos Bancários de SP e MS na CEE, Carlos Augusto Silva (Pipoca), “os empregados estão emparedados entre as metas abusivas e a cobrança totalmente desproporcional de conformidade. Os apontamentos são realizados e as pessoas não têm o direito à defesa, trata-se de um verdadeiro tribunal de exceção.”

A CEE orienta que os empregados não façam esse tipo de operação e denuncie aos sindicatos.

Fonte: Apcef-SP

Notícias Relacionadas

Representantes da Feeb SP/MS prestigiam homenagem aos 70 anos do Sindicato dos Bancários de Campinas

Sessão na Câmara Municipal de Campinas celebrou a data com a presença de autoridades políticas, sindicalistas e membros da comunidade Representantes da Federação dos Empregados em Estabelecimentos Bancários dos Estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul (Feeb SP/MS) participaram da homenagem feita pela Câmara dos Vereadores de Campinas ao Sindicato dos Bancários de […]

Leia mais

SANTANDER: Banco anuncia avanços em reunião com representantes dos funcionários

Negociações com a COE avança em medidas de benefício e capacitação O Santander anunciou nesta quinta-feira (22), durante a reunião com representantes da Comissão de Organização de Empregados (COE) Santander, avanços em medidas que beneficiam os funcionários. O encontro ocorreu em formato híbrido e contou com a participação de representantes dos funcionários e do banco. […]

Leia mais

BB prioriza diversidade na expansão das Gepes

Mulheres, negros, indígenas e PcDs terão prioridade no programa que irá dobrar a rede de Gestão de Pessoas O Banco do Brasil anunciou, nesta quarta-feira (21), um programa de expansão da rede de Gestão de Pessoas (Gepes). Durante a reunião com membros da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), o banco […]

Leia mais

Sindicatos filiados