Reajuste de 14,78%, defesa do emprego e “nenhum direito a menos”” são as prioridades definidas pela categoria bancária”

31.07.2016

Índice de 14,78% (aumento real de 5% com reposição da inflação referente ao período de setembro de 2015 a agosto de 2016), PLR – Participação nos Lucros e Resultados – de três salários mais parcela fixa e adicional de 2,2% do lucro líquido (linear), são algumas das reivindicações aprovadas A plenária final da 18ª Conferência […]


Índice de 14,78% (aumento real de 5% com reposição da inflação referente ao período de setembro de 2015 a agosto de 2016), PLR – Participação nos Lucros e Resultados – de três salários mais parcela fixa e adicional de 2,2% do lucro líquido (linear), são algumas das reivindicações aprovadas

A plenária final da 18ª Conferência Nacional dos Bancários, aprovou neste domingo (31), os pontos prioritários dos eixos da Campanha Nacional (Emprego, Saúde e Condições de Trabalho e Segurança, Remuneração e Estratégias de Organização da Luta) que deverão constar na minuta de reivindicações da categoria, encerrando o evento após três dias de intensos debates e atividades, no Hotel Holiday Inn Parque Anhembi, em São Paulo.

Garantia de emprego, fim das terceirizações e das metas abusivas e combate ao assédio moral (manutenção do acordo sobre o Programa de Prevenção dos Conflitos no Ambiente de Trabalho – Cláusula 57 da Convenção Coletiva de Trabalho – CCT), também estão entre as prioridades aprovadas, além de melhoria nos planos de saúde dos funcionários, incluindo plano de saúde aos aposentados nas mesmas condições e valores vigentes para os ativos, bem como, Campanha unificada e manutenção do formato de negociação (mesa única, concomitante com os bancos públicos).

Os dirigentes aprovaram ainda, o indicativo de paridade de gênero para a próxima Conferência Nacional, o manifesto "Nenhum Direito a Menos!", assinado conjuntamente pelas centrais sindicais CUT, CTB, Intersindical e UGT, contra retrocessos e ataques aos direitos trabalhistas e uma moção de repúdio a qualquer forma de violência contra a mulher (física, psicológica, simbólica, doméstica, ou no âmbito do trabalho).

Unidade na defesa dos direitos dos trabalhadores

Na avaliação do vice-presidente da FEEB-SP/MS, Jeferson Boava, "a mais importante mensagem que o movimento sindical deve extrair da 18ª Conferência Nacional dos Bancários é de que o momento exige que todos os trabalhadores estejam unidos para evitar retrocessos, como a reforma da previdência, mudanças na CLT, entre outras medidas, cujas consequências possam ser nefastas para o trabalhador. A unidade na defesa dos direitos dos trabalhadores é o único caminho possível", conclui

A pauta foi aprovada por 633 delegados e delegadas (400 homens e 233 mulheres) oriundos de federações e sindicatos de todo o país . A Federação dos Bancários de São Paulo e Mato Grosso do Sul (FEEB-SP/MS) participou com 54 delegados de 14 sindicatos.

A minuta de reivindicações será entregue à Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) no próximo dia 9 de agosto.

Foto: Júlio César Costa
 

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