Reestruturação Caixa causa pânico aos trabalhadores

10.12.2020

CEE oficia Banco e Gerência Nacional de Relações Trabalhistas sobre a movimentação Nesta semana, a Comissão Executiva dos Empregados da Caixa (CEE/Caixa) oficiou a presidência do Banco e a Gerência Nacional de Relações Trabalhistas (Geret) sobre a movimentação nos locais de trabalho. O documento foi elaborado após denúncias dos trabalhadores que relatam a transferência compulsória […]

CEE oficia Banco e Gerência Nacional de Relações Trabalhistas sobre a movimentação

Nesta semana, a Comissão Executiva dos Empregados da Caixa (CEE/Caixa) oficiou a presidência do Banco e a Gerência Nacional de Relações Trabalhistas (Geret) sobre a movimentação nos locais de trabalho. O documento foi elaborado após denúncias dos trabalhadores que relatam a transferência compulsória sem qualquer aviso prévio de empregados de filiais e centralizadoras. De acordo com os funcionários, tais mudanças estão sendo executadas sem negociação, como pede o ACT, e sem envio de documentos que formalizam as mudanças.

Conforme relatos, desde a última sexta-feira (6), empregados com função incorporada ou aposentados pelo INSS, estão sendo retirados de seus locais de trabalho, o que segundo eles, tem causado pânico.

“Estamos indignados com a falta de respeito por parte do banco aos trabalhadores. Funcionários lotados em filiais e centralizadoras de todo o país descobriram que seriam transferidos para agências ainda esta semana, sem nenhuma negociação prévia”, explica Carlos Augusto Pipoca, representante da Federação dos Bancários dos Estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul.

De acordo com a Caixa, o objetivo é reduzir a falta de trabalhadores nas agências. No entanto, as agências precisam ser reforçadas principalmente com novas contratações. Já são menos 19 mil trabalhadores no banco e o déficit pode aumentar.

Ofício CEE
Em ofício enviado ao Banco e à Geret, a CEE destaca preocupação e com a decisão da empresa e ressalta que trata de um movimento discriminatório. Além de forçar a adesão ao Programa de Desligamento Voluntário (PDV), cujo público-alvo principal são os incorporados e os aposentados pelo INSS.

“Cobramos transparência, respeito ao funcionário e a suspensão do processo de transferências e o estabelecimento de uma mesa de negociação para debater os impactos da reestruturação: e os impactos na vida funcional dos empregados, conforme prevê o acordo coletivo de Trabalho (ACT)”, destaca Pipoca.

A formalização das medidas também foi enfatizada, conforme defesa da CEE, é importante que toda alteração na vida funcional seja documentada, para que o empregado não tenha problemas futuramente. A CEE alerta, que os empregados não aceitem as mudanças caso elas não estejam documentadas.
“O objetivo é facilitar e não piorar as condições de vida e de trabalho do funcionário”, destaca Pipoca.

 

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