Representantes dos funcionários e aposentados assinam Memorando de Entendimentos da Proposta da Cassi

25.10.2016

A assinatura do Memorando de Entendimentos entre Banco do Brasil e as Entidades de Representação dos Funcionários e Aposentados sobre a proposta para a Cassi, construída na Mesa de Negociações, ocorreu na última sexta-feira (21), em Brasília. O memorando foi encaminhado para Diretoria e Conselho Deliberativo da Cassi e, após aprovado naquelas instâncias, será formatado […]

A assinatura do Memorando de Entendimentos entre Banco do Brasil e as Entidades de Representação dos Funcionários e Aposentados sobre a proposta para a Cassi, construída na Mesa de Negociações, ocorreu na última sexta-feira (21), em Brasília. O memorando foi encaminhado para Diretoria e Conselho Deliberativo da Cassi e, após aprovado naquelas instâncias, será formatado consulta ao Corpo Social, via votação.

A consulta ao Corpo Social da Cassi é a parte obrigatória do processo, respeitando o estatuto da entidade, uma vez que a proposta prevê entrada de recursos financeiros de cerca R$ 40 milhões mensais, sendo R$ 23 milhões pelo Banco do Brasil, via ressarcimento de serviços, e R$ 17 milhões pelos associados, via contribuição extraordinária e temporária de 1% até dezembro de 2019.

No Memorando consta o detalhamento da proposta apresentada na Mesa, que contempla os seguintes aspectos:

– Governança, gestão e operacionalização da Cassi, através do desenvolvimento de projetos, com o apoio de empresa especializada de consultoria, para análise e revisão de processos e sistemas. Busca o aperfeiçoamento do modelo de gestão e de governança e dos processos internos, a redução de despesas, a viabilização de parcerias estratégicas e a criação de mecanismos de uso racional dos serviços do sistema integrado de saúde da Cassi.
– Contribuição Temporária e Extraordinária dos Participantes do Plano de Associados de 1% sobre salários e benefícios de aposentadoria até dezembro de 2019.
– Ressarcimento Temporário e Extraordinário de Despesas pelo Patrocinador Banco do Brasil num total de 23 milhões por mês, com o valor sendo reajustado a cada ano.
– Prestação de Contas relativas ao andamento dos trabalhos e à implementação dos projetos trimestralmente, ao Patrocinador e ao Corpo Social, e às Entidades Representativas que compõem a Mesa de Negociação.
– Melhoria da Auditoria e Controles internos, com a instituição de estrutura de assessoramento ao Comitê de Auditoria (COAUD), a fim de oferecer melhores condições para exercer seu papel de apoio ao Conselho Deliberativo em relação à supervisão da gestão dos processos internos, inclusive o acompanhamento dos projetos.
– Aperfeiçoamento do sistema de recrutamento e seleção dos funcionários, de forma que as contratações e promoções sejam realizadas por meio de processo institucional de seleção e ascensão.
– Implementação de sistema de acompanhamento que possibilite a avaliação do desempenho operacional de todas as suas áreas, inclusive de atendimento receptivo, médico e de enfermagem, estabelecendo indicadores e metas, como por exemplo, Satisfação dos Participantes, Clima Organizacional, Controle das Despesas Assistenciais e Administrativas, dentre outros relacionados à sua gestão.

Confira aqui a íntegra do memorando

A avaliação das entidades é que a proposta construída não é a solução definitiva para a Cassi, mas dá um passo importante para melhoria da gestão. A implantação desta proposta, acompanhamento dos projetos e as soluções apontadas em cada área, juntamente com a ampliação do modelo de atenção integral à saúde, podem ser o caminho para o equilíbrio e sustentabilidade da Cassi.

“Foi um processo construído entre as entidades sindicais e associativas, com ampla participação dos funcionários e aposentados. Importante destacar que no início do processo o banco apresentou proposta onde seria criado um fundo para prover saúde aos aposentados e não faria nenhum investimento, avançamos. Esse é um debate onde sempre nos posicionamos pela não oneração dos participantes, porém a construção nos levou à assinatura do memorando. Agora, temos que aguardar a consulta aos associados e temos que acompanhar de perto e com muita atenção esse processo que garantiu o princípio da solidariedade, o foco no modelo de atenção integral à saúde, a necessidade de se ampliar a estratégia saúde da família e o atendimento para ativos, aposentados e pensionistas, sem perda de direitos”, avalia Jeferson Boava, membro da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB) e vice-presidente da Federação dos Bancários de São Paulo e Mato Grosso do Sul (FEEB-SP/MS).

Fonte: Contraf-CUT

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