
“É de fundamental importância a organização e mobilização dos trabalhadores contra o avanço de forças conservadoras e a redução de seus direitos, como a tramitação do PLC 30/15, do PLS 555 e a reforma da previdência. Os bancários, que são uma das categorias mais organizadas do país possuem um papel muito importante, porém esta luta exige o envolvimento de trabalhadores para conter essa onda de retrocessos”, declarou o Secretário Geral da Federação dos Bancários de São Paulo e Mato Grosso do Sul (FEEB-SP/MS), Jeferson Boava, referindo-se aos projetos de lei que tramitam no Senado Federal, o primeiro que amplia a terceirização, permitindo estendê-la também para as atividades-fim das empresas e o segundo, que institui a Lei Geral das Estatais e pretende transformar empresas públicas e de economia mista em Sociedades Anônimas, abrindo caminhos para a privatização.
A avaliação de Boava foi proferida no final da manhã desta terça-feira (23), na sede da Contraf, no segundo dia da reunião de abertura dos trabalhos do Comando Nacional dos Bancários em 2016, que contou com uma análise de conjuntura nacional feita pelo senador Roberto Requião (PMDB-PR).
A reunião começou na noite da última segunda-feira (22) e trouxe o argentino Guilhermo Maffeo, recém-eleito diretor regional da UNI Américas Finanças, entidade sindical internacional, braço regional da UNI, Sindicato Global que representa 20 milhões de trabalhadores dos setores de serviço em todo o mundo, para apresentar análise da conjuntura internacional.
Avanço das forças conservadoras
Maffeo citou exemplos de casos na Argentina e na Costa Rica, em que os trabalhadores estão sendo demitidos de forma arbitrária e em que há tentativas de retrocesso, flexibilizando leis para colocar empresas públicas a serviço do grande capital. Este último caso, revertido graças à mobilização do movimento sindical costa-riquenho, que organizou uma marcha que inicialmente, reunia 200 bancários, mas que um mês depois chegou a 15 mil trabalhadores de todas as atividades públicas do país. Seu diagnóstico é de que existe um avanço de forças conservadoras no mundo e que a conjuntura exige o fortalecimento dos sindicatos e o trabalho destes nas ruas. “Creio que nós, como líderes sindicais, tomar as ruas é a melhor forma de lutar contra a direita. Direita que avança em toda a região”, resume.
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