SuperCaixa, problemas no VPN e Vacina são pauta em reunião com a Caixa

07.07.2025

Representantes das empregadas e empregados questionaram o banco sobre recentes problemas no acesso remoto, que impossibilitam o home office, e o “SuperCaixa”. Mesa também tratou sobre o Programa CaixaVerso, Saúde Caixa e outras pautas pendentes. O novo programa “SuperCaixa”, que acabou de ser anunciado pelo banco aos empregados, está dando o que falar nas unidades […]

Representantes das empregadas e empregados questionaram o banco sobre recentes problemas no acesso remoto, que impossibilitam o home office, e o “SuperCaixa”. Mesa também tratou sobre o Programa CaixaVerso, Saúde Caixa e outras pautas pendentes.

O novo programa “SuperCaixa”, que acabou de ser anunciado pelo banco aos empregados, está dando o que falar nas unidades da Caixa em todo o país. E a Comissão Executiva dos Empregados (CEE) já questionou o banco sobre esse novo programa que deve fundir o TDV e o Bônus Caixa, durante a reunião realizada na quinta-feira (3/7).

Tesifon Quevedo Neto, representante da FeebSPMS, lamenta que o programa não tenha passado por prévia avaliação pelo movimento, pois promete o incremento do número de empregados a serem beneficiados ao tempo que insere cumprimento de exigências que não dependem só do empregado para que este possa receber a premiação.

As empregadas e os empregados, tanto gestores, quanto subordinados, não podem ser prejudicados pelas mudanças que a Caixa está colocando em prática. O novo regulamento apresenta impactos significativos sobre a remuneração e na quantidade de beneficiários. É um assunto urgente. “Precisamos saber se a Caixa valoriza os esforços de seus empregados, ou se a contenção de despesas está em primeiro lugar”, completou Rafael de Castro, diretor da Contraf-CUT.

O banco vai agendar uma reunião, o mais breve possível, para tratar do assunto, mas adiantou que a intenção é incluir o pessoal técnico das unidades na distribuição dos resultados. Ou seja, aumentar o público.

Acesso remoto / home office
A representação sindical dos trabalhadores também pediu informações sobre os recentes problemas para o acesso VDI/VPN, que tem impedido o trabalho remoto. Uma vez que a Caixa não tem estrutura para que todos trabalhem nas unidades físicas, quem não conseguir trabalhar tem que ter o dia abonado.

Sobre o mesmo tema, os representantes dos trabalhadores pediram mais informações sobre a mudança da política de trabalho remoto da empresa, uma vez que houve anúncio pelo banco sobre a mudança de política de trabalho remoto. Vale destacar que haveria uma live na tarde do dia 03/07 para tratar desse assunto, que foi cancelada possivelmente devido ao problema do VPN. O que se sabe é que haverá o retorno ao presencial, com exceção de alguns casos que serão analisados. “Queremos transparência sobre as regras de transição, a Caixa precisa deixar claro quais são os casos que permanecerão em home office e os que não, os critérios que serão utilizados e qual a graduação para esse retorno”, alerta o representante da FeebSPMS na CEE Caixa, Tesifon Quevedo Neto.

Outro fator que precisa ser considerado é a atual estrutura física dos prédios ocupados pela empresa. “Além de não possuir espaço para acomodar todos os empregados que estão em home, alguns prédios têm problemas com elevador, poucos banheiros e copas pequenas, comprometendo o horário de alimentação do pessoal”, completou.

Saúde Caixa
A representação dos empregados cobrou o efetivo início das negociações sobre a renovação do Acordo Coletivo do Saúde Caixa. Ficou acertado que a primeira reunião será realizada na terceira semana de julho, com data a ser definida após acerto da agenda.

Vacina da gripe
A CEE lembrou que a vacinação contra a gripe é uma das exigências da Caixa para o recebimento do delta (Promoção por Mérito) e que, diferente dos anos anteriores, o banco não disponibilizou a vacina em 2025.

Como já estamos em julho e, normalmente a vacinação contra a gripe ocorre em abril (no máximo em maio), muitos empregados e empregadas já tomaram a vacina por sua conta, seja nos postos do SUS, seja em clínicas particulares. A CEE cobrou que o banco aceite o comprovante de vacinação destes casos, como cumprimento da exigência.

O banco está analisando a questão, contudo a vacina do SUS deverá ser aceita.

Mais promoção por mérito
A representação dos empregados alertou para a dificuldade que tem o pessoal da rede de agências para fazer os cursos oferecidos pelo banco que são exigidos para o recebimento do delta. A dificuldade se dá por causa da alta demanda por atendimento na rede.

Também houve a cobrança para que a Caixa crie uma ferramenta que permita aos empregados acompanhar quais exigências já foram cumpridas e quais faltam cumprir para que possam receber a promoção por mérito.

PCD/TEA
Tatiana Oliveira, do Sindicato dos Bancários do Pará, trouxe à mesa caso em que a Caixa negou o direito de redução da jornada para empregada com filho PCD, mesmo depois de terem sido apresentados laudos médicos comprovando a deficiência.

“Teve casos em que a Caixa usou nosso acordo para derrubar liminares que obrigavam a Caixa em reduzir a jornada. E neste caso, a junta da Caixa alegou que, mesmo com a redução da jornada, o trânsito não permitiria a chegada na clínica onde é realizada a terapia. Sugeriram a entrada mais cedo, bem antes da abertura da agência bancária e a mudança do horário da terapia”, disse. “No processo negocial não foi isso o que acertamos. O que foi dito é que os casos seriam analisados com base nos laudos médicos. É preciso que seja feita uma reorientação desta junta, para que fique claro que esse é um direito e quais são os documentos as serem analisados”, completou Tatiana.

Antônio Abdan, do Sindicato de Brasília, questionou qual a composição, competência e função da junta e, com base na resposta, observou: “Se não é uma junta médica, se é apenas para conversar com empregado, não faz análise técnica, se não pode contestar o laudo médico, como pode negar o direito mesmo havendo laudo técnico?”

O representante da Fetrafi-SC, Edson Heemann, lembrou durante as negociações sobre este tema, ocorridas na Campanha Nacional de 2024, já havia sido alertado que “a Caixa precisa mostrar que, de fato, quer ser uma empresa cidadã. Que ela realmente quer combater as desigualdades e proteger os diferentes”, disse. “A Caixa precisa se adequar e encarar como uma nova realidade as diferenças de seus empregados e dos filhos deles. Só assim ela poderá dizer que é uma empresa acolhedora e que respeita as diferenças”, disse.

Emissão da CAT
A CEE observou em mesa que ainda existem casos em que a Caixa está se negando a emitir o Comunicado de Acidente de Trabalho (CAT), até quando há ocorrência de assaltos.

GT Bancários do Futuro
A reunião também tirou uma data indicativa de 15 de julho, para a realização da primeira reunião do Grupo de Trabalho Bancários do Futuro. A reunião deve ser presencial, a princípio, em Brasília.

Nova reunião da mesa de negociação
Além das reuniões dos GTs e a mesa específica para negociação sobre o Saúde Caixa, a representação dos trabalhadores cobrou uma nova reunião de negociação sobre os temas que ficaram pendentes, a curtíssimo prazo.
A Caixa vai consultar a agenda dos departamentos que devem responder as demandas e informará a data para a Contraf-CUT.

Fonte: CONTRAF/CUT, com edição Feeb SP/MS

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