Abertura da Conferência Interestadual da Feeb SP/MS conta com delegações de 21 regionais

12.04.2024

  Primeiro dia de evento amplia visão sobre o futuro do Sistema Financeiro, Cenário Econômico Nacional e Avanço Tecnológico  A Federação dos Bancários dos Estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul (Feeb SP/MS) abriu nesta quinta-feira (11) a Conferência Interestadual dos Bancários de 2024. O tema central do evento deste ano é “Categoria […]

 

Primeiro dia de evento amplia visão sobre o futuro do Sistema Financeiro, Cenário Econômico Nacional e Avanço Tecnológico

 A Federação dos Bancários dos Estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul (Feeb SP/MS) abriu nesta quinta-feira (11) a Conferência Interestadual dos Bancários de 2024. O tema central do evento deste ano é “Categoria Unida e Preparada para o Futuro”. De acordo com a entidade, o objetivo é proporcionar  uma visão ampliada do cenário nacional e mundial com relação às mudanças na economia, na tecnologia e no mundo do trabalho, bem como impactos e diretriz para o o futuro.

O evento conta com 21 delegações regionais representadas pelos sindicatos dos estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul, entre eles, Andradina (SP), Araçatuba (SP), Campinas (SP), Corumbá (MS), Franca (SP), Guaratinguetá (SP), Jaú (SP), Lins (SP), Marília (SP), Naviraí (MS), Piracicaba (SP), Presidente Venceslau (SP), Ribeirão Preto (SP), Rio Claro (SP), Santos (SP), São José do Rio Preto (SP), São José dos Campos (SP), Sorocaba (SP), Três Lagoas (MS), Tupã (SP) e Votuporanga (SP).

O secretário geral da Feeb SP/MS, Reginaldo Breda, deu início ao evento com um vídeo destacando as expectativas da categoria para os próximos anos. “Nosso objetivo é incentivar a unidade e organização dos trabalhadores, mantendo-os atentos às transformações em curso e promovendo estratégias para garantir a permanência no emprego e os direitos trabalhistas.'”

A abertura do evento contou com destaque para a fala do presidente da Feeb SP/MS, David Zaia, que falou sobre o panorama geral do emprego. “O debate é importante para criar condições para fazer a negociação, especialmente em um momento de incertezas com a oscilação da inflação. Devemos permanecer atentos às questões específicas do setor, apesar da estabilidade geral na economia, com redução da inflação, queda dos juros e retomada do crescimento econômico. Embora não atenda plenamente às demandas do país, esperamos continuar crescendo nos próximos anos, contando com o governo para manter um equilíbrio estável nas contas. Esses são os fundamentos que guiam nossas negociações durante a campanha salarial’, destacou Zaia.

Na sequência, Lourival Rodrigues, presidente do Sindicato dos Bancários de Campinas, e diretor de assuntos jurídicos da Contraf CUT, abordou o impacto do avanço tecnológico no setor bancário, ressaltando a importância de estar atento às mudanças e defender os interesses dos trabalhadores. “Por isso é fundamental uma comunicação mais efetiva com os bancários, enfatizando a importância de reafirmar o compromisso de representar toda a categoria. Precisamos dos debates para enfrentar os desafios da transição, superar o radicalismo político e fortalecer a unidade através de uma campanha unificada. A democracia demanda esforço, mas é fundamental para o bem de todos”, defende.

O ponto focal do evento foi a palestra da economista do DIEESE, Vivian Machado, que discutiu sobre o futuro do sistema financeiro. De acordo com a economista, entre os desafios estão a regulamentação da inteligência artificial, com base nos riscos envolvidos com a sua utilização. ‘É necessário estar atento quanto às transformações em curso e como elas podem impactar os bancários, levando à fragmentação da categoria e à emergência de novas formas de trabalho, como PJs, terceirizados e autônomos, não se limitando aos CLTs, além de estar vigilante diante da crescente adoção de tecnologia nos bancos”, pontuou alertando sobre os riscos não apenas para o emprego bancário, mas também para a sociedade em geral. “Observamos uma nova construção tecnológica nos bancos, diante do crescimento do pix e da perspectiva da implantação da moeda digital do Banco Central entrando em circulação, em um sistema cada vez mais digitalizado, em plataforma unificada e para os mais diversos usos. É preciso saber se realmente teremos sistemas seguros para a sociedade e para os bancários, e ainda, se os bancos manterão trabalhadores preparados. Portanto, estarmos atentos à segurança do sistema é, também, um dos grandes desafios a se enfrentar e não dá para terceirizar essas questões”, destaca.

Na sequência os representantes se reuniram para debater em grupos de trabalho, as propostas que serão apresentadas na Conferência Interestadual dos Bancos Públicos e Privados.

Banco do Brasil

O GT do Banco do Brasil, liderado pelo presidente da entidade, David Zaia, discutiu questões relacionadas ao Teto da Participação nos Lucros e Resultados (PLR), Negociação Programa de Desempenho Gratificado (PDG), Metas, Performa (redução das comissões que causaram distorções no encarceramento, Cassi: rede de credenciamento e organização de demandas para levar em conjunto pra Cassi, Cláusula Pira (referente a PLR adicional), Plataforma de Suporte Operacional (PSO), entre outras.

 

Caixa

Sem prejuízo das pautas nacionais, já discutidas anualmente, o GT da Caixa abordou temas como: definição de data limite para pagamento da PLR (20/09 primeira parcela e 20/03 segunda parcela), Promoção por Mérito (defesa é que a data base seja sempre no mês de janeiro), acompanhamento dos processos de assédio, com prazo definido para sua conclusão. O grupo também alinhou que a área de denúncias da Caixa receba também reclamação de prestadores de serviço e terceirizados. Também foram debatidos os seguintes temas: Retomada das Comissões de Diversidade em ACT (Acordo Coletivo de Trabalho. GT (Grupo de Trabalho), para tratar do estatuto da Caixa, no tocante ao teto de 6.5 % para a saúde. Para finalizar, o grupo discutiu, ainda, a retomada das designações e incorporação de função para caixas executivos e tesoureiros, finalmente foi levantada a questão da equiparação da remuneração dos gerentes de varejo, que trabalham ate mais que os gerentes de carteira e recebem menos da metade destes últimos.

   

Itaú

Representantes dos funcionários do Itaú organizaram pautas como Plano de Saúde, Planos de Previdência, Emprego, Reestruturação do banco, entre outros.

Bradesco

Já os representantes dos bancários do Bradesco defenderam pautas como a reestruturação do banco, luta por emprego e não demissão dos funcionários das agências fechadas. Também falaram sobre a pressão por metas, adoecimento e auxílio academia.

Santander

Representantes dos bancários do Santander trataram sobre Comissão Extra Judicial, Previdência fechada para todos, Manutenção do Emprego, Bancários não Terceirizados, Renovação Integral do Aditivo Santander, entre outros.

O evento continua nesta sexta-feira (12), com a Reunião do Conselho Consultivo/Diretoria da FEEB, a apresentação dos relatórios dos Encontros de Bancos, seguido das Propostas para os Encontros de Bancos Públicos e Privados Nacionais e Plenária Final com a apresentação de propostas para a Conferência Nacional dos Bancários.

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