Assinado novo acordo de prevenção de conflitos no ambiente de trabalho

27.11.2012

Federação busca avançar no combate ao assédio moral A Federação dos Bancários de São Paulo e Mato Grosso do Sul assinou nesta terça-feira, 27, na sede da Fenaban, a renovação do acordo aditivo de prevenção de conflitos no ambiente de trabalho, previsto na cláusula 56 da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT). Firmado com o HSBC, […]

Federação busca avançar no combate ao assédio moral

A Federação dos Bancários de São Paulo e Mato Grosso do Sul assinou nesta terça-feira, 27, na sede da Fenaban, a renovação do acordo aditivo de prevenção de conflitos no ambiente de trabalho, previsto na cláusula 56 da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT). Firmado com o HSBC, Safra, Caixa Econômica Federal, Votorantim, Bic Banco, Bradesco, Citibank, Itaú-Unibanco, Santander e, pela primeira vez, Banco do Brasil, o aditivo tem como objetivos a valorização de todos os empregados, promovendo o respeito à diversidade, à cooperação e ao trabalho em equipe, além da conscientização sobre a necessidade de construção de um ambiente de trabalho saudável.

O secretário-geral da Federação, Jeferson Boava, frisa que o instrumento não deve existir apenas para assegurar o encaminhamento de denúncias e o compromisso do banco em apurá-las e respondê-las, mas, principalmente, deve coibir o assédio moral. “Este é um acordo de prevenção, o que significa que os bancos precisam impedir os conflitos e, assim, evitar as denúncias”, disse.

Por meio do documento, válido até 31 de agosto de 2013, os bancos se comprometem a declarar explícita a condenação a qualquer ato de assédio e também a disponibilizar um canal específico para encaminhamento de denúncias, reclamações, sugestões e pedidos de esclarecimento pelos trabalhadores. Os bancários poderão fazer denúncias aos sindicatos que tenham aderido ao acordo, estes têm até 10 dias úteis para levá-las ao banco, por escrito, e os bancos o prazo de 60 dias para responder. O denunciante deve se identificar para que a entidade possa dar um retorno, no entanto, ao encaminhar a questão ao banco, as entidades sindicais poderão preservar o nome de quem denunciou. Questões encaminhadas anonimamente devem ser apuradas, ainda que não seja possível respondê-las.

O programa deverá ter avaliação semestral, com reuniões entre a representação sindical e os representantes dos bancos, cabendo à Fenaban apresentar dados estatísticos setoriais, com a criação de indicadores que avaliem o desempenho do acordo. As instituições se comprometem, ainda, a considerar as habilidades comportamentais de liderança e de relacionamento interpessoal como critérios de promoção para cargos de gestão de pessoas e a divulgar amplamente o acordo aos funcionários.

“Não basta que o acordo exista, é preciso que ele seja praticado. Para isso, é importante que todos tenham conhecimento e que a divulgação seja feita também pelos bancos, não ficando apenas sob a responsabilidade da representação sindical. Da mesma forma, é importante uma constate avaliação para que sejam identificadas possíveis falhas e, assim, definidas as melhorias a serem propostas”, afirma o diretor da Feeb-SP/MS, Aparecido Roveroni.

Para o diretor de saúde, João Analdo de Souza, o protocolo de prevenção de conflitos no ambiente de trabalho dos bancários é um modelo para as outras categorias e deve ser celebrado. “Assinado desde 2011, tem se consolidado, e além de ser exemplo às outras categorias, representa um importante avanço na luta contra o assédio moral”, finaliza.

Redação – Maricélia Franco, Feeb-SP/MS

 

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