Bancários cruzam os braços em 1.229 agências na base da Federação

06.10.2015

O primeiro dia de paralisação na base dos sindicatos filiados à Federação dos Bancários de São Paulo e Mato Grosso Sul (FEEB-SP/MS) foi marcada por forte adesão dos trabalhadores, que cruzaram os braços em 1.229 agências de bancos públicos e privados. A categoria entrou em greve a partir da 0h00 desta terça-feira (06). Banco do […]

O primeiro dia de paralisação na base dos sindicatos filiados à Federação dos Bancários de São Paulo e Mato Grosso Sul (FEEB-SP/MS) foi marcada por forte adesão dos trabalhadores, que cruzaram os braços em 1.229 agências de bancos públicos e privados.
A categoria entrou em greve a partir da 0h00 desta terça-feira (06). Banco do Brasil, Caixa Federal, Itaú, Bradesco, HSBC e Santander estão entre as instituições que amanheceram com suas agências fechadas.

A greve nacional dos bancários é uma resposta à vergonhosa proposta de reajuste apresentada pela Fenaban, que prevê índice de 5,5% – abaixo da inflação, de 9,88% acumulada entre setembro do ano passado e agosto deste ano, de acordo com o INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) – mais abono de R$2,5 mil, uma perda de 4% para os trabalhadores. A paralisação por tempo indeterminado foi aprovada em assembleia realizada no último dia 01/10.

Confira como foi o primeiro dia de paralisação na base de alguns sindicatos:

Campinas

Bancários dos setores público e privado cruzaram os braços em 159 locais de trabalho (agências e departamentos), sendo 90 em Campinas e 69 em 30 das 37 cidades que compõem a base do Sindicato dos Bancários de Campinas e Região.

A forte greve atingiu locais de trabalho do Banco do Brasil, Caixa Federal, Itaú, Bradesco, Santander, HSBC, Safra, Losango e Citibank; entre eles, os prédios do BB no Bonfim e Costa Aguiar, Caixa Federal Centro/Glicério, Itaú Moraes Salles, Costa Aguiar e Centro, prédio central do Bradesco e Santander Centro. E continua amanhã (7), segundo dia da paralisação nacional.

Para o presidente do Sindicato e Secretário Geral da Federação, Jeferson Boava, “os bancários entraram com força total na greve. Contra o insulto, à intransigência, não tem outra resposta. É inaceitável reajuste rebaixado, que não repõe sequer a inflação de 9,88% registrada no período setembro de 2014 a agosto de 2015. Em contrapartida, no primeiro semestre deste ano, a renda de tarifas do Bradesco cresceu 14,3%, a do Itaú, 11.1% e do BB, 9,1%, segundo a Proteste. E mais: o lucro líquido dos cinco maiores Bancos (BB, Caixa Federal, Itaú, Bradesco e Santander), também no primeiro semestre, atingiu a soma de R$ 36,3 bilhões; crescimento de 27,4% em relação ao mesmo período do ano passado. Em resumo, a proposta da Fenaban é a mais pura provocação e os bancários respondem no mesmo tom”.
O presidente do Sindicato cita ainda outro dado de recente estudo da Proteste (Associação de Defesa do Consumidor) com oito Bancos brasileiros. No período de janeiro de 2013 a agosto deste ano, o reajuste das cestas de serviços chegou a até 169%, quase oito vezes mais que a variação do IPCA no mesmo período, de 19,63%.

O Sindicato realiza plenária para avaliar a greve nesta quinta-feira, dia 8, na sede em Campinas, às 18h30.

Franca

No primeiro dia da greve nacional dos bancários, todas as agências do centro de Franca, à exceção do Mercantil do Brasil, ficaram fechadas.
Além de Franca, a greve atingiu também cidades da região. No Banco do Brasil, banco com maior adesão à greve nesta terça-feira, a greve atingiu 75% agências do banco na cidade, permanecendo abertas somente a Estilo e a localizada no fórum. Agências do BB também ficaram fechadas em São Joaquim da Barra, Igarapava, Pedregulho e Ribeirão Corrente.

Unidades do Santander de Aramina e Igarapava também aderiram à greve. “A greve começou com muitas adesões e esperamos que o movimento cresça ainda mais amanhã”, avaliou o presidente do Sindicato de Franca e Região, Edson Santos.

São José do Rio Preto

As portas de 75 das 85 agências bancárias de São José do Rio Preto amanheceram fechadas. O número representam 88% de adesão da categoria à greve. O presidente do Sindicato dos Bancários de São José do Rio Preto, Aparecido Roveroni, explica que os funcionários de 34 agências de bancos públicos e 49 de bancos privados aderiram ao movimento, sem problemas porque consideraram desrespeitosa a proposta apresentada pela Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) de conceder reajuste abaixo da inflação.

O presidente do Sindicato dos Bancários de Rio Preto integra o Comando Nacional dos Bancários, que tem se reunido com os diretores da Fenaban. Ele afirma que a atitude dos bancos é desrespeitosa e oportunista. “Os banqueiros representam o setor que, mesmo com o País em crise, mais tem lucrado nos últimos anos”, afirma Roveroni. “Somente os quatro maiores bancos lucraram nos seis primeiros meses deste ano, R$ 36,3 milhões, o que representa um crescimento de 27% em relação ao mesmo período do ano passado”.

Na base de atuação do Sindicato dos Bancários de Rio Preto trabalham cerca de 2.500 bancários, distribuídos por 155 agências em 33 cidades. Até o final da tarde, levantamento feito pelo sindicato mostrava que as agências nas cidades de Olímpia, Mirassol, Paulo de Faria, Tanabi, Bálsamo e Jaci também tinha aderido ao movimento. A greve continua nesta quarta-feira (7) e a previsão é de que os funcionários de mais agências deverão aderir à paralisação.

Sorocaba

Os bancos da região central de Sorocaba e de cidades da região amanheceram com as portas fechadas nesta terça-feira dia 6 de outubro. Os bancários cruzaram os braços em 90 agências, como sinal de protesto contra o reajuste de 5,5% oferecidos pelos bancos.
Segundo o presidente do Sindicato dos Bancários de Sorocaba e Região, Julio Cesar Machado, é muito importante a conscientização e participação dos bancários no movimento, o que tem ocorrido, para grande satisfação de todos. “O reajuste que nos ofereceram foi um tapa na cara. Essa é a hora de mostrarmos nossa indignação e nos valorizarmos enquanto profissionais”, diz.

 

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