Bancários param Bradesco em Campinas contra demissões e por segurança

06.12.2020

 Os funcionários da agência Guanabara do Bradesco (Av. Imperatriz Leopoldina esquina com Av. Brasil), em Campinas, paralisaram os serviços e atendimento ao público nesta sexta-feira, dia 1º de junho, durante todo o dia, em protesto contra duas demissões e a falta de segurança.  Em janeiro deste ano, a agência foi assaltada, inclusive com sequestro de […]

 Os funcionários da agência Guanabara do Bradesco (Av. Imperatriz Leopoldina esquina com Av. Brasil), em Campinas, paralisaram os serviços e atendimento ao público nesta sexta-feira, dia 1º de junho, durante todo o dia, em protesto contra duas demissões e a falta de segurança. 

Em janeiro deste ano, a agência foi assaltada, inclusive com sequestro de bancários. Quatro meses depois da ocorrência, o Bradesco não reforçou a segurança, mas promoveu demissões. O banco alega que os funcionários não respeitaram os procedimentos e as orientações (norma interna) no caso de sequestro.
"Não bastasse o trauma pós-assalto – o banco sequer abriu a CAT (Comunicação de Acidente de Trabalho) -, agora os bancários são punidos com a dispensa do trabalho, o que é inaceitável", avalia o diretor do Sindicato dos Bancários de Campinas e Região, Gustavo Frias.

"A paralisação de 24h é um aviso ao Bradesco. Exigimos a reintegração dos bancários demitidos e mais segurança na agência", destaca o presidente do Sindicato, Jeferson Boava.

Durante a paralisação, o Sindicato distribuiu carta aberta aos clientes e usuários, explicando os motivos do protesto e pedindo apoio e solidariedade.

Leia a íntegra da carta:

Agência assaltada, bancários demitidos

O Bradesco não respeita nem um pouco seus funcionários; não oferece condições decentes de trabalho. Esta agência do bairro Guanabara foi assaltada em janeiro deste ano; inclusive com sequestro de bancário. O que o Bradesco fez? Nada. Absolutamente nada em benefício de seus funcionários. Na verdade, puniu seus comandados, como se fossem culpados pelo assalto.

Não bastasse a falta de segurança na agência, os traumas provocados pós-assalto, o Bradesco sequer abriu CAT (Comunicação de Acidente de Trabalho) e ainda demitiu bancários meses depois do fato ocorrido. Uma medida que deixa claro que a vida humana não tem valor. O Sindicato repudia essa equivocada decisão e reivindica a imediata reintegração.

A onda de assaltos e explosões de caixas eletrônicos continua. Clientes, usuários e bancários têm suas vidas ameaçadas todos os dias. O que os banqueiros fazem? Nada também.

Os cinco maiores bancos do país lucraram mais de R$ 50,7 bilhões em 2011. Já as despesas com segurança e vigilância somaram R$ 2,6 bilhões. O que representa uma média de 5,2% dos lucros. É muito pouco.

Esse desinteresse, essa falta de vontade em investir em segurança, mostra que os bancos – em especial, o Bradesco – só se preocupam com o patrimônio. O que deve ser condenado e denunciado.

Contamos com seu apoio e compreensão. Nossa luta é em defesa da vida, do emprego.

Campinas, 1º de Junho de 2012

Fonte: Seeb Campinas

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