Bancários protestam contra demissões do Itaú em Piracicaba

13.08.2012

Os dirigentes sindicais do Sindicato dos Bancários de Piracicaba e Região fizeram protesto na manhã de hoje (13) em frente à agência Itaú da Praça José Bonifácio, no Centro de Piracicaba. A mobilização foi organizada em função das demissões em massa que tem ocorrido no banco em todo País e da falta de propostas da […]

Os dirigentes sindicais do Sindicato dos Bancários de Piracicaba e Região fizeram protesto na manhã de hoje (13) em frente à agência Itaú da Praça José Bonifácio, no Centro de Piracicaba. A mobilização foi organizada em função das demissões em massa que tem ocorrido no banco em todo País e da falta de propostas da Fenaban na mesa de negociações com o Comando Nacional dos Bancários.

Durante toda a manhã os dirigentes informaram à população e aos clientes que passavam pelo local, quais atitudes que o maior banco privado do País tem tomado em relação a seus funcionários. “Entre junho de 2011 e junho deste ano, o Itaú fechou 9.014 postos de trabalho (8,8% do quadro de funcionários), dos quais 3.777 apenas no segundo trimestre de 2012, segundo o balanço do banco. O brutal corte de empregos ocorreu mesmo com o lucro líquido de R$ 7,12 bilhões somente no primeiro semestre deste ano, que representa um crescimento de 2,5% em relação ao mesmo período de 2011”, revelou o dirigente sindical Marcelo Abrahão, ao destacar ainda que somente na base de Piracicaba foram 75 demissões, até julho de 2012.

O dirigente sindical Ubiratan Amaral convidou os funcionários que trabalham na agência do Itaú para informar os colegas bancários como foram as primeiras rodadas de negociações. “O emprego é uma das prioridades da Campanha Nacional dos Bancários 2012. Na primeira rodada de negociação, ocorrida nos dias 7 e 8 de agosto, as reivindicações para a contratação de mais funcionários, respeito à jornada de 6 horas, fim da rotatividade e da terceirização, e inclusão bancária sem correspondentes bancários foram rejeitadas pela Fenaban. Os banqueiros alegam que não há demissões em massa, mas que estão fazendo 'ajustes', sobrecarregando os trabalhadores e ocasionado aumento no índice de adoecimento", alerta Amaral.

Em seguida, a vice-presidente do Sindicato Ângela Savian, denunciou o alto lucro do banco e as demissões que não param de acontecer, o que se reflete nas enormes filas e a péssima qualidade de atendimento aos usuários e clientes do banco. “Somente nos três primeiros meses do ano os três maiores bancos privados tiveram um lucro líquido de R$ bilhões, isso devido ao alto juros e as tarifas que cobram por casa serviço oferecido aos clientes”, salienta. Aos bancários, a dirigente reforçou o total descaso e desrespeito dos bancos nas negociações com a Fenaban, que já estão acontecendo.

O dirigente sindical Odair Balioni, fez questão de informar aos funcionários da agência que durante as manifestações, o banco Itaú está proibido de transferi-los para outras agências. “O Itaú é o único banco que desrespeita a categoria a ponto de mandar seus funcionários para outras agências durante os piquetes. Tal medida é proibida e deve ser denunciada ao Sindicato”, enfatiza.

Os sindicalistas também alertaram quanto ao ranking de metas impostos por alguns gestores e que é proibido pelo acordo coletivo da categoria. “Temos um dossiê sobre os gestores que estão infringindo o acordo coletivo. Eles já foram avisados e se continuarem com a prática, arcarão com as consequências”, ressalta Abrahão.

Enquanto os bancos continuarem desrespeitando o seu bem mais valioso, que são os seus funcionários e clientes, o movimento sindical não ficará calado. Chega de truques, banqueiro! 

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