Bancários querem reajuste de 10,25%, PLR e piso maiores e mais empregos

23.07.2012

Os 629 delegados (428 homens e 201mulheres) e 43 observadores de todo o país que participaram da 14ª Conferência Nacional dos Bancários, realizada em Curitiba, aprovaram na plenária final deste domingo 22 a pauta de reivindicações da Campanha 2012, que inclui reajuste de 10,25% (inflação mais 5% de aumento real), piso igual ao salário mínimo […]

Os 629 delegados (428 homens e 201mulheres) e 43 observadores de todo o país que participaram da 14ª Conferência Nacional dos Bancários, realizada em Curitiba, aprovaram na plenária final deste domingo 22 a pauta de reivindicações da Campanha 2012, que inclui reajuste de 10,25% (inflação mais 5% de aumento real), piso igual ao salário mínimo do Dieese (R$ 2.416), PLR equivalente a três salários mais R$ 4.961,25 fixos, além de mais contratações e fim da rotatividade, fim das metas abusivas e combate ao assédio moral. Os delegados também aprovaram como bandeira política a construção de uma Conferência Nacional do Sistema Financeiro, na qual a sociedade possa discutir e definir qual o papel que os bancos devem desempenhar no país.

A pauta de reivindicações será entregue à Fenaban no dia 1º de agosto. E já estão marcadas as duas primeiras rodadas de negociação, nos dias 7 e 8 e 15 e 16.

A Conferência também decidiu intensificar a luta pelo cumprimento da jornada de 6 horas para todos , pela contratação da remuneração total do bancário e pela ampliação da campanha pela inclusão bancária, que assegure prestação de todos os serviços financeiros a toda a população, realizada em agências e PABs por profissionais bancários, de forma a garantir atendimento de qualidade, respeitando as normas de segurança e protegendo o sigilo bancário.

O diretor da Feeb-SP/MS e membro do Comando Nacional, Aparecido Roveroni, avalia que a delegação da Federação teve uma participação efetiva e que todos estavam bem preparados para a Conferência Nacional. “Os encontros regionais e a Interestadual que realizamos possibilitaram que os bancários se preparassem previamente para os debates, de forma que conseguimos aprovar a maioria das propostas da nossa base”.

Também membro do Comando Nacional e secretário geral da Feeb-SP/MS, Jeferson Boava avalia que a definição da pauta de reivindicações foi apenas o cumprimento de uma etapa, e que agora é importante mobilizar e organizar a categoria para as novas jornadas de luta. “Fechamos a pauta. O passo seguinte é a aprovação em assembleia e posterior entrega à Fenaban. Porém, não basta concluir essa etapa de construção da pauta. É imperativo agora levar novamente o debate para dentro dos Bancos e organizar a categoria para novas jornadas de luta, com grande mobilização. A unidade de ação, com respaldo dos bancários do setores público e privado, será decisiva na mesa de negociação com a Fenaban”.

O diretor João Analdo registra e agradece a dedicação dos 61 delegados que estiveram representando a Federação na 14ª Conferência Nacional. “É visível a evolução e garra dos nossos dirigentes na luta para melhorar a vida e condições de trabalho do bancário”.
 

As principais reivindicações

* Reajuste salarial de 10,25%, o que significa 5% de aumento real acima da inflação projetada de 4,97%.

* PLR de três salários mais R$ 4.961,25 fixos.

* Piso da categoria equivalente ao salário mínimo do Dieese (R$ 2.416,38).

* Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) para todos os bancários.

* Auxílio-educação para graduação e pós-graduação.

* Auxílio-refeição e vale-alimentação, cada um igual ao salário mínimo nacional (R$ 622,00).

* Emprego: aumentar as contratações, acabar com a rotatividade, fim das terceirizações, aprovação da Convenção 158 da OIT (que inibe demissões imotivadas) e ampliação da inclusão bancária.

* Cumprimento da jornada de 6 horas para todos.

* Fim das metas abusivas e combate ao assédio moral para preservar a saúde dos bancários.

* Mais segurança nas agências e postos bancários.

* Previdência complementar para todos os trabalhadores.

* Contratação total da remuneração, o que inclui a parte variável da remuneração.

* Igualdade de oportunidades.

Rede de Comunicação dos Bancários

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