Banco do Brasil cobra volta ao trabalho presencial do bancário com coabitantes em risco

21.07.2020

Posicionamento do Banco vai contra política de negociação do movimento sindical Um comunicado divulgado na manhã desta terça-feira, 21, pelo Banco do Brasil, causou indignação à categoria. O texto foi liberado após a portaria conjunta n° 20 do Ministério da Saúde e a Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, editada no […]

Posicionamento do Banco vai contra política de negociação do movimento sindical

Um comunicado divulgado na manhã desta terça-feira, 21, pelo Banco do Brasil, causou indignação à categoria. O texto foi liberado após a portaria conjunta n° 20 do Ministério da Saúde e a Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, editada no dia 18 de junho do governo. “O documento anula e restringe a portaria anterior com relação aos procedimentos das empresas no combate e prevenção à pandemia do Covid-19. Se por um lado o banco argumenta a continuidade do atendimento à população, por outro, põe em risco a saúde dos coabitantes do trabalhador”, explica a Elisa Pereira, representante da Feeb SP/MS no COE do Banco do Brasil.

A nova portaria orienta o afastamento apenas dos trabalhadores que fazem parte do grupo de risco. Enquanto a anterior previa o afastamento do trabalho de quem coabitava com pessoas do grupo de risco.

Para Elisa, o Banco agiu contra os funcionários, uma vez que a determinação deveria acontecer após abertura de diálogo e negociação sobre o tema. “É revoltante em meio à pandemia bancários terem que lidar com questões que acentuam os problemas de saúde do trabalhador, como as metas abusivas e agora a falta de proteção para seus coabitantes”, aponta.

De acordo com o movimento sindical, as medidas a serem tomadas não podem se sobrepor à defesa da vida e segurança da saúde dos funcionários, trabalhadores e clientes do Banco do Brasil. “Agindo assim, o banco desgasta todo esforço de negociação realizado até o momento em proteção à saúde dos trabalhadores do Brasil”, argumenta Elisa.

De acordo com o comunicado liberado pelo Banco do Brasil, gestores poderão chamar bancários coabitantes que vivem com pessoas do grupo de risco a se apresentarem para o trabalho presencial até o dia 27 de julho.

Os sindicatos cobram uma reunião o quanto antes com o Banco para tratarem do assunto e seguirem com a luta em proteção da vida e da saúde dos funcionários e de seus familiares, conforme compromisso firmado no início da pandemia.

“Trata-se de uma opção pela necropolítica, termo cunhado pelo filósofo e cientista político camaronense Achille Mbembe, ensaio que discute como governos escolhem quem vive e quem morre. Nosso papel é optar pela defesa do trabalhador sempre”, destaca Elisa.
 

Notícias Relacionadas

Bancários aprovam acordos de trabalho do Santander

97,18% dos funcionários aprovaram o acordo com o banco Bancários do banco Santander de todo o país aprovaram, nesta quinta-feira (22), com 97,18% dos votos, o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) geral dos funcionários, aditivo à Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria bancária, o ACT do Programa de Participação nos Resultados Santander (PPRS) e […]

Leia mais

Negociação dos Financiários continua sem avanços

Financeiras apresentam proposta abaixo da expectativa da categoria Representantes dos Financiários e a Federação Interestadual das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento (Fenacrefi) se reuniram nesta quinta-feira (22) para dar continuidade às negociações da campanha salarial da categoria. A pauta de reivindicações da categoria, com data-base em 1º de junho, foi entregue no dia 15 […]

Leia mais

Bancários do Santander participam de Assembleia nesta quinta-feira (22/9)

Votação acontece em plataforma eletrônica das 8h às 20h Nesta quinta-feira (22), bancários do Santander de todo o país participam de Assembleias para avaliar o Acordo Coletivo de Trabalho, o Acordo Coletivo de Trabalho sobre a Participação nos Lucros e Resultados (PPRS) e o Termo de Relações Laborais, todos com validade por dois anos. Os […]

Leia mais

Sindicatos filiados