Bancos vão ‘extinguir’ DOC até o próximo ano

05.06.2014

Transferência bancária em tempo real deixará de ter piso de R$ 1.000. Mudança visa reduzir circulação de dinheiro em espécie no país, reduzindo custos e risco de assaltos e fraudes A transferência bancária por meio do DOC (Documento de Ordem de Crédito) deverá ser praticamente extinta até o final de 2015. Em seu lugar, ficará definitivamente […]

Transferência bancária em tempo real deixará de ter piso de R$ 1.000. Mudança visa reduzir circulação de dinheiro em espécie no país, reduzindo custos e risco de assaltos e fraudes

A transferência bancária por meio do DOC (Documento de Ordem de Crédito) deverá ser praticamente extinta até o final de 2015. Em seu lugar, ficará definitivamente a TED (Transferência Eletrônica Disponível), hoje só válida para transações a partir de R$ 1.000. Ou seja, acabará o piso para o valor da TED.

A diferença é que a transferência pela TED acontece em tempo real (demora minutos), enquanto pelo DOC o dinheiro fica disponível só no dia seguinte à operação –e se não for devolvido.

A compensação do DOC é semelhante à de um cheque, feita à noite pelos bancos e pode voltar se o cliente não tiver fundo ou fornecer informações incorretas.

Em tese, o DOC segue existindo depois de 2015, mas perderá a função de transferência de pequenos valores.

Já a TED é aceita apenas se o cliente tiver dinheiro na conta e as informações do receptor (CPF ou CNPJ, agência e conta) estiverem corretas.

A compensação da TED é feita por meio do SPB (Sistema de Pagamentos Brasileiro), uma das tecnologias de compensação eletrônica de valores mais modernas do mundo, que diminuiu o risco e o tempo das transferências de dinheiro no país.

O sistema foi criado pelas próprias instituições financeiras em 2002, que assumiram o risco completo das transferências. Até então, eventuais erros e fraudes esbarravam no Banco Central.

Quando foi criada, a TED era só para transferências acima de R$ 5 milhões. Depois, o limite foi sendo reduzido gradativamente. No ano passado, caiu de R$ 2.000 para R$ 1.000.

O objetivo, segundo a Febraban (Federação Brasileira de Bancos), é diminuir cada vez mais o dinheiro em espécie em circulação no país.

Fonte: Folha de S.Paulo 

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