BB não aceita discutir mais jornada de 6h sem redução de salários

18.07.2012

O debate para solucionar a implantação da jornada de 6h para todos os comissionados, sem redução salarial, se depender do Banco do Brasil, nunca vai sair do papel. Apesar do compromisso assumido pelo diretor de Relações com Funcionários e Entidades Patrocinadas do BB, Carlos Eduardo Leal Neri, na Campanha 2011, os representantes do Banco deixaram […]

O debate para solucionar a implantação da jornada de 6h para todos os comissionados, sem redução salarial, se depender do Banco do Brasil, nunca vai sair do papel.

Apesar do compromisso assumido pelo diretor de Relações com Funcionários e Entidades Patrocinadas do BB, Carlos Eduardo Leal Neri, na Campanha 2011, os representantes do Banco deixaram claro, durante rodada com os sindicatos no último dia 10, que não negociam a jornada de 6h para todos e ponto final. “A postura do BB causou indignação entre os representantes dos funcionários na mesa e, com certeza, causará dentro dos locais de trabalho”, destaca o secretário geral e representante da Federação dos Bancários de SP e MS, Jeferson Boava, que participou da rodada. Segundo ele, o tema será analisado pela Comissão de Empresa nesta semana, quando devem ser definidas novas estratégias de luta. Antes de jogar um balde de água fria no debate sobre a jornada, o citado diretor Carlos Neri apresentou a nova negociadora do Banco, Aurea Faria Martins.

Sinergia: Os sindicatos apontaram que a maioria das unidades não conseguiu atingir a etapa Ouro, o que mostra distorções no processo de acompanhamento de resultados. “Mesmo com várias mudanças, o Sinergia permanece um programa equivocado, que dissemina as abomináveis metas individuais, gerando a prática de assédio moral. O que é inaceitável. Inclusive não cria parâmetros para negociação de eventual parcela adicional a PLR da Fenaban na rede de varejo”, avalia Jeferson.

PSO: Os sindicatos apresentaram os problemas, que não diferem dos ocorridos na região de Campinas; entre eles, agências com apenas um caixa. Os sindicatos reafirmaram as seguintes reivindicações: ampliação do quadro de caixas nas agências (no mínimo dois por local de trabalho), efetivação de todos os caixas e inclusão na carreira de mérito.

Pagamento do interstício: Até agora o BB não pagou os 3% sobre o VCPI; os valores foram definidos em março último. “É pura provocação, falta de seriedade”, observa o secretário geral da Feeb.

Realocação: apenas com anuência do funcionário

Após denúncia de realocação nos locais de trabalho abrangidos pela Superintendência de Jundiaí, em função do BB 2.0, o Sindicato entrou em contato com a Super Leste Campinas (estadual) e com a própria Super de Jundiaí, no último dia 13, e ficou estabelecido o seguinte: realocação para outra praça só será efetivada com a concordância do funcionário. Caso não seja aceito, o funcionário permanecerá no mesmo local como extra quadro. “O funcionário não pode ser penalizado pelas sucessivas reestruturações do Banco. O diálogo esclareceu e parametrizou a questão”, conclui Jeferson.

 

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