Por Fabiana Lopes e Daniela Machado | Valor Econômico

SÃO PAULO – O Banco do Brasil (BB) fechou o primeiro trimestre com lucro líquido ajustado de R$ 2,436 bilhões, o que representa uma queda de 9,3% em relação ao mesmo período do ano passado. Já o lucro contábil teve alta de 4,7% e somou R$ 2,678 bilhões.
Com bom desempenho no financiamento imobiliário e no crédito ao agronegócio, a carteira de crédito ampliada do Banco do Brasil atingiu R$ 699,251 bilhões no primeiro trimestre, o que representou alta de 18% na comparação anual e de 0,9% em relação ao último trimestre de 2013. O banco continua na liderança em crédito no Sistema Financeiro Nacional (SFN), com 21,1% de participação de mercado.
A carteira de crédito classificada, que exclui operações com títulos e valores mobiliários privados e garantias, mostrou expansão anual de 17,6% e somou R$ 631,347 bilhões. Essa cifra contempla as operações no exterior.
O saldo de financiamentos imobiliários atingiu R$ 20,3 bilhões, com expansão de 79% em 12 meses, enquanto a carteira do agronegócio alcançou R$ 149,3 bilhões, com alta de 36% na comparação anual.
Mas outras linhas do financiamento às famílias não mostraram tanto vigor. Considerando a meta estipulada para o ano todo, o crédito para pessoas físicas no geral teve resultado inferior ao planejado no primeiro trimestre. O BB espera que essa carteira cresça entre 12% e 16% em 2014, mas a expansão em 12 meses até março ficou em 8,6%. Isso porque o empréstimo pessoal, na mesma comparação, caiu 3,5% e o financiamento a veículos encolheu 4,1%.
Segundo o banco, o não cumprimento da meta reflete, além do menor volume de empréstimos adquiridos no período, a redução do saldo da carteira do Banco Votorantim originada em safras anteriores a dezembro de 2011.
O spread das operações de crédito ficou em 7,2% , ante 7% no quarto trimestre e 7,6% no primeiro trimestre do ano passado.
A margem financeira líquida do BB ficou em R$ 7,644 bilhões no primeiro trimestre, com queda de 0,4 % na comparação anual.
O índice de inadimplência, compreendendo atrasos com mais de 90 dias, caiu para 1,97%, ante 2% no mesmo período do ano passado. As despesas com provisão para devedores duvidosos (PDD) mostraram expansão de 27,8%, a R$ 4,187 bilhões.
O Banco do Brasil é o último dos grandes bancos a divulgar seu resultado. O Bradesco reportou lucro líquido ajustado de R$ 3,473 bilhões no primeiro trimestre, com alta de 18% em relação ao mesmo período do ano passado. O Itaú Unibanco teve lucro líquido recorrente de R$ 4,529 bilhões, com alta de 29%. Já o Santander Brasil reportou lucro líquido ajustado de R$ 1,428 bilhão, com queda de 6%.
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