Por Daniela Machado | Valor Econômico
De São Paulo
O controle da inadimplência garantiu ao BicBanco um lucro líquido de R$ 38,5 milhões no último trimestre de 2013, revertendo o prejuízo de R$ 71,7 milhões registrado um ano antes.
A instituição, cujo controle foi vendido em outubro para o China Construction Bank (CCB), contou com uma redução nas provisões para perda com crédito. Isso ajudou o resultado de intermediação financeira, apesar de o banco ter colocado o pé no freio na hora de fazer os desembolsos de crédito.
As provisões foram de R$ 58,6 milhões no quarto trimestre do ano passado ante R$ 216,4 milhões no mesmo intervalo de 2012. Para o BicBanco, esses dados mostram "o término de um ciclo de ajustes".
A inadimplência ficou em 2,1%, com queda de 0,7 ponto percentual na comparação com o trimestre anterior e em 12 meses. A expectativa é que esse patamar sirva de referência para este ano.
Ganhos maiores com operações de derivativos também contribuíram para o desempenho, rendendo R$ 133 milhões no último trimestre de 2013. Em igual período de 2012, o BicBanco teve R$ 5,8 milhões de receita nesta linha.
À espera da aprovação do BC para a mudança de controle, o Bic pôs um freio no crédito. A carteira somava R$ 10,6 bilhões em dezembro, queda de 16,8% em 12 meses e de 3,2% em relação ao trimestre anterior. Em relatório a investidores, o banco explica que o movimento reflete a "aversão ao risco, dado o ambiente de incertezas".
O banco fez cortes e em dezembro tinha 874 funcionários, 160 a menos do que um ano antes. A rede de atendimento encolheu em seis pontos, para 37 agências.
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