CEE Caixa critica condições de trabalho e pressão submetida aos empregados

25.10.2021

Reunião ocorreu na última sexta-feira (22) e enfatizou sobrecarga de trabalho, equipamentos precários, metas desumanas e retorno ao trabalho presencial Na última sexta-feira (22), em reunião ocorrida entre a Comissão Executiva de Empregados (CEE) da Caixa Econômica Federal e o banco, foram destacadas as condições de trabalho a pressão que empregados tem sido submetidos. A […]

Reunião ocorreu na última sexta-feira (22) e enfatizou sobrecarga de trabalho, equipamentos precários, metas desumanas e retorno ao trabalho presencial

Na última sexta-feira (22), em reunião ocorrida entre a Comissão Executiva de Empregados (CEE) da Caixa Econômica Federal e o banco, foram destacadas as condições de trabalho a pressão que empregados tem sido submetidos. A pauta sugerida pelos representantes dos trabalhadores abordou problemas enfrentados no dia a dia pelos empregados. O retorno ao trabalho presencial e o protocolo contra a Covid-19 também foram destaques durante o debate.

A representação dos empregados criticou a demora do banco para debater as condições de trabalho, pois o cenário atual tem gerado insatisfação, insegurança e adoecimento.

A CEE também cobrou providências sobre a eleição do Conselho de Administração e alertou sobre o prazo para a realização do pleito. A eleição deve ocorrer 150 dias antes do vencimento do atual mandato e até o momento não houve a divulgação da comissão eleitoral nem calendário de atividades. "O papel do representante dos trabalhadores no CA é fundamental, e esse espaço embora minoritário em termos de voto nos permite pensar a empresa de acordo com a visão dos empregados" discorre Carlos Augusto pipoca, representante da Federação dos Bancários dos Estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul, na CEE Caixa.

Ferramenta de interação 
A ferramenta de interação com o cliente por meio do whatsapp, também foi debatida na reunião. Empregados relataram as dificuldades no atendimento devido à necessidade de domínio de diferentes assuntos para prestar esclarecimentos ao cliente. De acordo com os funcionários, muitas vezes é preciso o suporte dos gerentes, que também encontram-se em atendimento. Há queixas ainda, sobre a simultaneidade no atendimento pela ferramenta e presencial e sobre o horário de funcionamento, que ultrapassa a carga horária de trabalho.

Posição do banco

Entre as possibilidades para solucionar o problema, o banco sugeriu a realização do atendimento presencial intercalado com o do Interaxa. Integrantes da CEE criticaram a sugestão. “A raiz do problema é a falta de empregados nas agências. O banco precisa rever essa questão com urgência e temos alertado para essa necessidade não é de hoje”, pontua Pipoca. “Empregados que atendem pela ferramenta Interaxa, devem ficar em local separado do atendimento presencial”, sugere. O banco respondeu que vai avaliar a sugestão.

Equipamentos precários
A substituição de materiais de trabalho como computadores, mouses, teclados e outros equipamentos periféricos danificados ou com péssimas condições de uso, também foi cobrada pelos representantes dos empregados. Segundo o banco, haverá o acionamento das equipes regionais para a troca dos dispositivos.

Certificado digital para recém-admitidos
Empregados admitidos recentemente reclamaram da dificuldade em cumprir determinadas rotinas por não conseguirem obter o certificado digital. Com relação ao problema, a Caixa avisou que o mesmo deve ser solucionado no dia 20.

Manutenção das equipes de apoio
Também durante o debate foi levado ao banco a necessidade de manutenção das equipes de apoio, como a continuide dos serviços de vigilantes, recepcionistas, “posso ajudar?” e contratados em função do pagamento do auxílio emergencial. De acordo com os representantes, o quadro faz muita diferença no dia a dia das unidades e dá segurança aos empregados. Empregados relatam que a falta destes serviços prejudica a triagem e organização do atendimento nas agências. De acordo com o banco, as contratações foram temporárias e ajustes estão sendo realizados nesse sentido. A Comissão cobrou que a empresa reveja estes ajustes.

Registro de ponto
Sobre os problemas no registro de início da jornada e volta do intervalo, a Caixa admitiu as falhas e informou que já há um projeto piloto para testar uma aplicação simplificada para facilitar o acesso aos sistemas de RH. O teste deve começar em novembro.

Retorno ao horário normal bancário
A Caixa informou que esse ponto já era item cobrado em reuniões anteriores e que o retorno será no dia 23 de novembro. A Comissão reforçou que o assunto deveria ser tratado na reunião e valorizado em rodada de negociação, já que era uma pauta recorrente.

Acesso ao Rede Caixa nas estações financeiras
A Caixa informou que vai atualizar a versão do sistema para regularizar o acesso. A Comissão sugeriu que nestas estações também seja possível acessar os manuais normativos.

Transferência de gerentes PJ
A CEE questionou a movimentação dos gerentes de conta PJ e a Caixa disse que responderá isso na próxima reunião.

Retorno presencial
Um dos assuntos de muito debate foi o retorno presencial dos trabalhadores em home office às agências, anunciado pela Caixa em uma live aos empregados na quinta-feira (21). A CEE criticou a tomada de decisão sem qualquer debate com a representação dos empregados e reforçou que o retorno presencial e o novo protocolo contra Covid-19 deveriam ter sido discutidos em mesa de negociação, como foi feito com o home office no início da pandemia e criticou a decisão tomada pelo banco sem que 70% da população estivesse com o quadro vacinal completo.

Os membros da CEE apontaram algumas falhas no protocolo como por exemplo, a vulnerabilidade dos empregados com deficiência auditiva, que precisariam pedir ao cliente para retirar a máscara para fazer a leitura labial durante o atendimento. Em resposta, o banco garantiu que estes trabalhadores não farão atendimento ao público.

Outro questionamento diz respeito à assinatura obrigatória do Termo de Imunização Covid-19 para aqueles que vão retornar. Representantes cobraram maior clareza sobre o retorno de empregados vacinados e de quem optou por não tomar a vacina. Em resposta, o banco garantiu que os não vacinados não retornarão neste momento e que estes casos serão estudados e divulgados posteriormente. O banco também informou que nos casos não previstos no protocolo divulgado, o gestor deve acionar o Grupo de Trabalho de Prevenção, coordenado pela área de Pessoas.

Em razão do tempo, não foi possível debater outros assuntos de grande importância para os empregados. Uma nova rodada de negociação foi proposta para esta semana para tratar dos seguintes assuntos – Gestão de Desempenho de Pessoas (GDP), Programa de Qualidade de Vendas (PQV), Participação nos Lucros ou Resultados (PLR), Promoção por mérito, Cross-Selling, assédio (inclusive o gerador de Sprints como mais uma ferramenta que pode resultar em assédio) e outros.

Fonte: Fenae, com edições da Feeb SP/MS.

 

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