Movimento sindical aguarda data para debate sobre LGBTQIAP+ e combate ao assédio sexual
Representantes da Comissão de Organização dos Empregados do Santander (COE) se reuniram nesta quarta-feira (31) com o banco para mais um diálogo sobre o tema Igualdade de Oportunidades. A pauta amplamente defendida pelo movimento sindical faz parte da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT).

“Apesar de não notarmos diferença salarial entre homens e mulheres na mesma função infelizmente os cargos de grande relevância ainda são na sua grande maioria ocupados por homens”, destaca Patrícia Bassanin, representante da Federação dos Bancários dos Estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul (Feeb SP/MS), na COE Santander.
Com relação ao espaço igualitário para mulheres, o banco informou que 40% ocupam cargo no comitê executivo e 33% no Conselho de administração, mas reconheceu que existe espaço para avanços. O banco informou o trabalho realizado em um programa de desenvolvimento de mulheres, que conta com a participação de 12 mil funcionárias.
Quanto ao espaço para pessoas com deficiências (PCDs), o banco reconheceu ter dificuldade em cumprir o percentual previsto na Lei de Cotas para Pessoas com Deficiência (8.213/91), que determina a contratação de 5% de empregados com deficiência. Para melhorar o este índice, o banco alegou esforços por meio de programas de contratação e capacitação de PCDs nos setores de tecnologia (F1RST) e área comercial. O movimento sindical cobra que a lei seja respeitada.
Com relação à igualdade racial, o banco informou a contratação de 205 estagiários negros, por meio do programa Jovens Talentos. De acordo com o banco, 75% dos menores aprendizes são negros. O investimento na capacitação também foi apresentado pelo banco, que informou ter destinado três mil bolsas de estudo, no âmbito do Santander Universidade, para homens e mulheres negras em cursos preparatórios para certificação Anbima (CPA-10, CPA-20 e CEA); e de idiomas, dentre outros.
“Vemos que existe um engajamento do banco em promover melhor distribuição entre homens, mulheres, negros e pcd’s. Apoiamos as medidas adotadas, mas vamos continuar firmes nessa luta para que possamos avançar. Ainda há muito a se fazer na questão da igualdade de oportunidades no mercado de traballho”, destaca a representante.
A representação dos bancários e bancárias aguarda data para debater sobre as pautas LGBTQIAP+ e combate ao assédio sexual, temas de grande relevância.
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