Comando Nacional e COE debatem férias e banco de horas com o Itaú

22.04.2020

Representação dos trabalhadores apresentou propostas para que o banco analise e responda na próxima reunião A Federação dos Empregados em Estabelecimentos Bancários dos Estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul (Feeb SP MS) participou na última segunda-feira, 20, de mais uma videoconferência com a coordenação do Comando Nacional dos Bancários. Desta vez, a […]

Representação dos trabalhadores apresentou propostas para que o banco analise e responda na próxima reunião

A Federação dos Empregados em Estabelecimentos Bancários dos Estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul (Feeb SP MS) participou na última segunda-feira, 20, de mais uma videoconferência com a coordenação do Comando Nacional dos Bancários. Desta vez, a reunião foi com a Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Itaú e objetivou analisar as propostas de férias e banco de horas que o banco pretende implementar para os funcionários que estão afastados do local de trabalho sem realizar o home office, entre eles, funcionários incluídos no grupo de risco.

O banco informou que atualmente existem 45 mil funcionários em home office e outros sete mil afastados sem atividade de home Office, o que representa 45% dos 81.691 empregados da holding, segundo dados do balanço social do banco de 2019. Além desses, outros 20 mil trabalham em esquema de rodízio.
“Mais uma vez estivemos presentes para reforçar as medidas de apoio e proteção ao bancário, sobretudo neste período crítico em que o País passa. Continuamos atentos à cada decisão, a prioridade é a segurança, a saúde e a defesa do trabalhador”, explica Reginaldo Breda, secretário geral da Feeb.

Férias
Em reunião, o banco informou que vai implementar o artigo 6º da Medida Provisória 927/2020, que permite comunicar ao funcionário o início das férias com antecedência de apenas 48 horas. De acordo com o Itaú, não serão implementados os artigos 8º e 9º da MP, que, durante o período de calamidade pública, autoriza a pagar o adicional de um terço de férias juntamente com o 13º salário e a pagar a remuneração das férias até o quinto dia útil do mês subsequente ao início do gozo das férias.
O Santander, o Banco do Brasil e o Bradesco já fizeram anúncios semelhantes, mas nenhum deles negociou previamente com a representação dos trabalhadores.

Banco de horas
Durante a reunião também foi anunciado que o Banco vai implementar o banco de horas para as pessoas que estejam afastadas sem realizar atividades de trabalho em suas casas.
Outra premissa apresentada pelos trabalhadores ao banco é que seja reduzido o prazo máximo de compensação de 18 meses, apresentado pelo Itaú.
A representação dos trabalhadores também cobrou novamente que o Itaú inclua as lactantes e mães com filhos até dois anos no grupo de risco.
Em relação à função de caixa, que tem dificuldade maior para trabalhar em home office, o Itaú afirmou que o projeto é que eles possam, caso queiram, trabalhar em home office realizando atendimento de call center. Hoje, já são aproximadamente 700 caixas atuando no call center em home office e o número pode chegar a 5 mil bancários nessa condição.

Problemas de gestão
Os trabalhadores também cobraram que as decisões negociadas em mesa de negociações, seja na mesa específica do Itaú, seja na mesa conjunta com a Federação Nacional dos Bancos, sejam comunicadas aos gestores como determinação a ser cumprida.
Entre as medidas não respeitadas pelos gestores, segundo o coordenador da COE estão a cobrança excessiva de metas, reuniões fora de horário de trabalho e até aos sábados.
Segundo o Itaú, a orientação é para que não sejam cobradas metas durante a pandemia e os gestores que estiverem agindo desta forma serão punidos. O banco também assumiu que há falhas na comunicação em relação ao tema.
“Temos defendido veemente em todas as discussões, que as metas não sejam cobradas neste período. Continuamos atentos em defesa do trabalhado e prontos para ouvir cada caso e levar para discussão junto ao Comitê de Crise, se necessário”, reforça o presidente da Feeb, Jeferson Boava.

Outras demandas
Referente ao complemento da remuneração para quem está afastado para tratamento de saúde, os trabalhadores disseram que existem denúncias de que o banco não esteja pagando a complementação. O banco solicitou que sejam levantados os casos que isso ocorreu e apresentados para sejam feitas as correções.
Os trabalhadores também cobraram que o Itaú disponibilize testes para todos os bancários, principalmente para aqueles que estão voltando do rodízio.
 

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