Comando Nacional indica aprovação das propostas Fenaban, BB e Caixa Federal

10.10.2020

O Comando Nacional dos Bancários, reunido na noite da última segunda-feira, 11, após encerradas as negociações, analisou as propostas apresentadas e decidiu orientar as assembléias que serão realizadas pelos sindicatos em todo o país nesta quarta-feira 13 a aprovarem as novas propostas apresentadas pela Fenaban, pelo Banco do Brasil e pela Caixa Econômica Federal. Na […]

O Comando Nacional dos Bancários, reunido na noite da última segunda-feira, 11, após encerradas as negociações, analisou as propostas apresentadas e decidiu orientar as assembléias que serão realizadas pelos sindicatos em todo o país nesta quarta-feira 13 a aprovarem as novas propostas apresentadas pela Fenaban, pelo Banco do Brasil e pela Caixa Econômica Federal. Na avaliação, o Comando julgou que elas representam um importante avanço em relação às principais reivindicações da categoria por aumento real de salário, valorização dos pisos salariais, melhoria na PLR, combate ao assédio moral e à falta de segurança nas agências.
 
Greve forte quebrou a intransigência e arrancou propostas
No 13º dia da maior greve dos últimos vinte anos nos bancos públicos e privados, os bancários não só conseguiram reabrir o processo de negociação com a Federação dos Bancos (Fenaban), como arrancaram 7,5% de reajuste salarial, que representa 3,1% de aumento real para quem ganha até R$ 5.250,00 ou R$ 393,75 fixos para faixas superiores; valorização dos pisos salariais em 16,33% e da parcela adicional da PLR em 14,28%, e ainda a inclusão, pela primeira vez, na Convenção Coletiva, de mecanismos para combater o assédio moral e a falta de segurança.
 
Na segunda-feira, dia 11, após encerrada as negociações com a Fenaban, o Comando se reuniu com os bancos federais, BB e Caixa, que também apresentaram avanços nas propostas específicas. Ambos propuseram 7,5% de reajuste para todos, sem teto, sobre todas as verbas.
No BB além da valorização do piso em 13% que passará a valer R$ 1.600, a proposta inclui avanço no PCCS com a implantação do PCR (Plano de Cargo e Remuneração) e manutenção do atual modelo de PLR, considerando ainda a inclusão de mais 17 mil novos funcionários, o que distribuirá ao escriturário, por exemplo, o valor de R$ 3.118,08 referente ao primeiro semestre de 2010, entre outras questões listadas na íntegra da proposta.
 
Na Caixa Federal o grande avanço foi na elevação do piso da carreira administrativa. Na proposta, o reajuste para o piso de ingresso é de 10,19%, o que eleva seu valor para R$ 1.600 durante o estágio probatório. Após os 90 dias de trabalho o funcionário muda da referência 201 para 202, o que significa um reajuste de 12,74% no piso salarial. Essa mudança é significativa, pois até então ela ocorre somente após dois anos de trabalho. Nas demais referências, além dos 7,5% de reajuste, será agregado um valor Linear de R$ 39,00, o que resulta em reajustes que variam de 8,4% a 12,74%.
A carreira profissional também terá enquadramento automático no segundo nível, após conclusão do contrato de experiência de 90 dias, saindo da referência 801 para 802 de sua tabela. A representação dos empregados cobrou a promoção por mérito de 2009 e obteve da Caixa a garantia de aplicação de um delta para todos, retroativamente a janeiro deste ano.

Além pagar a PLR conquistada na mesa Fenaban, a Caixa concordou ainda com a reivindicação de PLR Social feita pelo Comando Nacional e pela Contraf-CUT-CEE/Caixa. Essa PLR extra correspondente à distribuição linear de 4% do lucro líquido.
 

 

Susan Meire
Assessoria de Comunicação
FEEB SP MS

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