Conferência Nacional: no segundo dia, análise de conjuntura, defesa do emprego frente às novas tecnologias e reformas dominam o debate

29.07.2017

O segundo dia da 19ª Conferência Nacional dos Bancários iniciou na manhã deste sábado (29), com a votação do regimento interno do evento. Na sequência, os dirigentes sindicais assistiram a exposições sobre conjuntura nacional e internacional, apresentada por Rafael Freire Neto, da Confederação Sindical das Américas (CSA), Augusto Vasconcelos, da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras […]


O segundo dia da 19ª Conferência Nacional dos Bancários iniciou na manhã deste sábado (29), com a votação do regimento interno do evento. Na sequência, os dirigentes sindicais assistiram a exposições sobre conjuntura nacional e internacional, apresentada por Rafael Freire Neto, da Confederação Sindical das Américas (CSA), Augusto Vasconcelos, da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e presidente do Sindicato dos Bancários da Bahia, Edson Carneiro (Índio), da Intersindical e Vagner Freitas, da CUT.

Os expositores analisaram o cenário político e econômico e no país e na América Latina, expondo a fragilidade do momento, totalmente adverso aos trabalhadores, resultado de uma política de desmontes e ataques aos direitos trabalhistas orquestrado pelo grande capital e calcado no neoliberalismo em marcha desde a década de 1990.

A Presidente do Sindicato dos Bancários de Campinas e Região, filiado à Federação dos Bancários de São Paulo e Mato Grosso do Sul (FEEB-SP/MS), Ana Stela Alves de Lima realizou uma intervenção, falando em nome da corrente política unidade sindical. Stela destacou um dos principais desafios da classe trabalhadora, a inovação tecnológica e apontou para a necessidade de questionar um avanço tecnológico que não tem servido para melhorar a vida das pessoas.

“A revolução tecnológica é um dos nossos maiores desafios do mundo do trabalho que enfrentamos desde a década de 1980 e estamos perdendo por que não fazemos um questionamento importante: Isso está servindo para quê para a nossa população? Os bancos, especialmente, implantam inovações que as pessoas muitas vezes não têm condições financeiras, nem conhecimento suficiente para abarcar todas essas inovações que estão servindo sim para a diminuição dos funcionários nos bancos para precarizar os pontos de trabalho. Se o mundo tecnológico serve para as pessoas viverem melhor não é isso que está acontecendo. Precisamos encontrar uma forma de discutir isso com a sociedade. Para que serve tanto avanço tecnológico? Como não discutimos isso com a sociedade?”, indagou.

Reforma trabalhista e unidade sindical

Stela também criticou a forma como foi aprovada e também os moldes em que foi estabelecida a reforma trabalhista e elogiou a capacidade do movimento sindical bancário de se manter unido e coeso, mesmo com as divergências políticas e ideológicas.

“Aprovar a reforma trabalhista com um governo fraco e em meio a uma depressão econômica entre as mais graves que já vivemos isso sim é um golpe. Temos que denunciar e discutir. Fomos surpreendidos, por que foi apresentada uma proposta de reforma e em seguida o Congresso Nacional sacou de suas gavetas proposta do interesse dos banqueiros, dos empresários e não tivemos tempo para que pudéssemos discutir, de negociar e sequer apresentar aos trabalhadores o que estava sendo proposto. Estamos de parabéns, por que somos vitoriosos por nossa capacidade de colocar à frente aquilo que nos une, mesmo com nossas divergências políticas e ideológicas. Nosso desafio de enfrentamento e devemos nos apegar a eleger um congresso mais progressista e lutar para quem sabe futuramente termos motivos para comemorar e colocar fim a essa campanha de derrotas que vem sendo orquestrada desde a década de 1990 pelo neoliberalismo”, conclui.

A mesa seguinte discutiu a defesa do emprego frente às novas tecnologias, com exposição da técnica do Dieese, Vivian Machado e com o professor da Faculdade 28 de Agosto, Moisés Marques.

Das 14h30 às 17h, acontece o painel Reforma Trabalhista, que contará com a exposição do senador Roberto Requião (PMDB-PR), Clemente Ganz Lucio, diretor técnico do Dieese; e Daniella Muradas, professora da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e das 17h às 18h30, o painel Reforma Previdenciária, com a professora e pesquisadora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Denise Lobato Gentil.

Programação

Sábado (29)

14h30 às 17h: Reforma Trabalhista
Convidados: Roberto Requião, senador (PMDB-PR); Clemente Ganz Lucio, diretor técnico do Dieese; e Daniella Muradas, professora da UFMG

17h às 18h30: Reforma Previdenciária
Convidada: Denise Lobato Gentil, professora da UFRJ

Domingo (30)

10h às 13h: Plano de Lutas e encerramento


Delegado Paschoal, do Seeb Piracicaba durante a mesa defesa do emprego frente às novas tecnologias
 

 

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