Debate sobre a crise econômica do país marca abertura do VI Congresso Interestadual da Federação

03.03.2016

Congresso continua nesta sexta-feira (04), a partir das 10h O primeiro dia de trabalho do VI Congresso Interestadual da Federação dos Bancários de São Paulo e Mato Grosso do Sul (FEEB-SP/MS), realizado no Hotel Braston São Paulo, localizado na região central da cidade de São Paulo, iniciou na tarde desta quinta-feira. O Presidente da Federação, […]


Congresso continua nesta sexta-feira (04), a partir das 10h

O primeiro dia de trabalho do VI Congresso Interestadual da Federação dos Bancários de São Paulo e Mato Grosso do Sul (FEEB-SP/MS), realizado no Hotel Braston São Paulo, localizado na região central da cidade de São Paulo, iniciou na tarde desta quinta-feira.

O Presidente da Federação, deputado estadual, Davi Zaia conduziu a eleição da comissão que presidirá o congresso e que elegeu Jeferson Boava, como presidente, Simone Gerosa para a secretária geral e Geofredo Rocha e João Analdo, como relatores. Na sequência, a comissão eleita realizou votação do Regimento Interno e foi formada a mesa oficial de abertura do evento. Lourenço Prado, integrou a mesa e saudou os participantes representando a Contec (Confederação Nacional dos Trabalhadores e Empresas de Crédito) e também a UGT (União Geral dos Trabalhadores), no lugar do presidente da central, Ricardo Patah, que integrará a mesa amanhã (04), durante o segundo dia e último dia do evento.

"Estamos vivendo uma das mais graves recessões da nossa história. O Brasil Nunca viveu um período tão longo sem crescimento e hoje, o IBGE publicou os números do PIB do ano passado: -3,8% e previsão para este ano de 2016 está parecida com a do ano passado, cada vez mais vai piorando. É possivel que cheguemos ao final do ano com -4% de PIB. Sendo que em 2014, nós já não crescemos, ficamos apenas patinando, praticamente no zero. É uma sequência, em que cada queda significa uma situação muito dificil para o conjunto dos trabalhadores. O desemprego cresce de forma muito acelerada", avaliou Davi Zaia.

A Conjuntura, diz ele, "exige de nós o enfrentamento de questões que estão tramitando no Congresso Nacional, continuar acompanhando projetos de lei que possam melhorar ou piorar a vida dos trabalhadores, mas exige , acima de tudo um posicionamento claro de nós enquanto trabalhadores, sobre a necessidade de alternativas concretas ao cenário político e economico que estamos vivenciando. E que no nosso ponto de vista, não será dada pelo governo que está aí. A presidente já está completando um ano e dois meses de mandatos e não conseguimos ver a afirmação de uma medida concreta que consiga apontar uma alternativa para o país. É um governo que em tese possui uma maioria, mas que não se efetiva para que esta maioria aprove medidas para destravar o país. A sensação, portanto, é de estarmos vivenciando um governo que está ainda no começo, mas parece que já acabou. Esse é um debate que também queremos fazer", disse ao dar as boas vindas aos presentes.

O jornalista, colunista do jornal Correio Braziliense e ex-milintante do Partido Comunista Brasileiro (PCB), Luiz Carlos Azedo foi o convidado da Federação para a análise de conjuntura.

"Temos um problema estrutural de posicionamento da economia brasileira na economia mundial e um problema interno que é ter um estado hoje que não cabe no orçamento. Isso se dá por que a expansão dos custos foi muito maior que nossa capacidade para produzir riquezas", explicou Azedo, que avalia que a crise econômia brasileira tem como base em primeiro lugar, o erro de posicionamento estratégico proveniente da política externa adotada no governo Lula, que não reconheceu a vocação natural do Brasil de fornecedor de commodities de minérios e commodities agrícolas. Essa vantagem comparativa, de acordo com o professor e jornalista teria sido "subestimada" pelo governo.

Ainda de acordo com o analista, a expansão da economia e da demanda mundial por commodities, oriunda, sobretudo da expansão urbana chinesa e do desenvolvimento de sua indústria, deram sustentação à economia brasileira naquele período. "Só que esta expansão se baseou muito mais no consumo do que na melhoria da competitividade da produtividade de nossa capacidade de produzir bens e serviços e participar com eles do comercio mundial", explica, evidenciando os fatores que levaram à situação atual.

Homenagens

As atividades do dia encerraram com homenagens póstumas aos companheiros Félix Antônio Afonso, Presidente do Sindicato de Tupã e Arnaldo de Souza Benedetti, Presidente do Sindicato de Ribeirão Preto, ambos integraram a diretoria da FEEB-SP/MS. 

Nesta sexta-feira, o congresso continua com plenária e debate das Propostas e com a eleição (em processo único) da Diretoria Executiva e do Conselho Fiscal da instituição e também dos delegados representantes junto à CONTEC, com seus respectivos Suplentes.
 

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