Dia de Mobilização da Campanha em Campinas

11.09.2015

O Sindicato dos Bancários de Campinas e Região realizou na tarde desta quinta-feira (10) distribuição de folheto alusivo à Campanha Nacional da categoria, direcionado às pessoas, clientes e usuários dos serviços bancários. Mesmo com chuva fina, os diretores instalaram barraca no Largo da Catedral, no centro de Campinas, e conclamaram a população a aderir ao […]

O Sindicato dos Bancários de Campinas e Região realizou na tarde desta quinta-feira (10) distribuição de folheto alusivo à Campanha Nacional da categoria, direcionado às pessoas, clientes e usuários dos serviços bancários. Mesmo com chuva fina, os diretores instalaram barraca no Largo da Catedral, no centro de Campinas, e conclamaram a população a aderir ao movimento por mais contratações de trabalhadores bancários e sistema financeiro mais justo.
O Dia de Mobilização contou também com a inserção de comunicado na rádio CBN, em Campinas, no período das 7h às 9h30.
A seguir leia o texto de abertura do folheto distribuído às pessoas.

Bancários em Campanha

Emprego – Salário – Saúde – Segurança – Respeito – Dignidade – Igualdade
Não ao atendimento discriminatório de clientes e usuários. Fim da triagem

A categoria bancária está em Campanha Nacional para renovar a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT); a data-base é 1º de setembro. Na contramão da economia do país, que está estagnada, os Bancos permanecem acumulando lucros. No primeiro semestre deste ano, o ganho conjunto de quatro gigantes (Itaú, Bradesco, Santander e Banco do Brasil) totalizou R$ 33,8 bilhões, aumento de 46,5% em relação ao mesmo período do ano passado.

Apesar de registrar alta rentabilidade, os Bancos demitem. Entre janeiro e julho deste ano, fecharam 5.864 postos de trabalho. O que, obviamente, prejudica o atendimento da população. Para amenizar o problema das filas, os sábios banqueiros decidiram expulsar os clientes e usuários das agências, criando barreiras nas entradas – a conhecida triagem. O que é um completo desrespeito às pessoas, que fere o papel social das instituições financeiras.

E a ganância dos Bancos não tem limites. Os cofres estão abarrotados; a segurança, abandonada. O investimento em equipamentos para proteger a vida de clientes, usuários e funcionários, é reduzido, é pífio. Segundo estudo do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), os cinco maiores Bancos (Itaú, Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Federal e Santander) registraram despesas de segurança e vigilância de R$ 3,7 bilhões em 2014. O que é um convite aos assaltantes. A onda de ataques à caixas eletrônicos permanece alta e o crime conhecido por “saidinha de Banco” está em franca atividade. Resultado: 66 pessoas foram assassinadas durante assaltos a Bancos no ano passado; uma média de 5,5 vítimas fatais por mês.
Ao contrário da desprezada segurança, os Bancos não economizam quando se trata de investimentos em tecnologia da informação (agência digital, pagamento via celular, entre outros). Em 2014 foram gastos R$ 21, 5 bilhões. Os Bancos se preparam para o futuro com flagrante desrespeito ao presente. No entanto, os lucros não crescem sem o trabalho bancário. Dentro das condições atuais, com intensificação e ritmo acelerado do trabalho, metas de vendas abusivas, assédio moral, falta de funcionários e segurança, os trabalhadores bancários adoecem. Segundo dados da Previdência Social, 18.671 bancários se afastaram por motivo de doença do trabalho, em 2013.

A categoria bancária quer trabalhar, cumprir o seu papel perante a sociedade. Porém, a cada ano, reivindica condições dignas de trabalho. E, novamente, conta com apoio da população, das pessoas que se utilizam dos serviços bancários.

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