Encontro dos Bancos Privados: 1º dia de atividades debateu impactos da reforma trabalhista e das novas tecnologias no emprego bancário

07.06.2017

Dirigentes da Federação dos Bancários de São Paulo e Mato Grosso do Sul (FEEB-SP/MS) participaram na manhã desta quarta-feira (7), do primeiro dia de atividades do Encontro Nacional de Bancos Privados, realizada na quadra do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, localizada no Centro da cidade. Com o objetivo de subsidiar os […]

Dirigentes da Federação dos Bancários de São Paulo e Mato Grosso do Sul (FEEB-SP/MS) participaram na manhã desta quarta-feira (7), do primeiro dia de atividades do Encontro Nacional de Bancos Privados, realizada na quadra do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, localizada no Centro da cidade.

Com o objetivo de subsidiar os trabalhos dos delegados que participam do encontro que acontece até dia 08 (quinta-feira), o ciclo de debates foi aberto com a exposição da economista Regina Coeli Moreira Camargos, que falou sobre a precarização iminente, fruto das flexibilizações propostas na Reforma Trabalhista, como a admissão da jornada intermitente, parcelamento das férias, negociado sobre legislado, entre outras mudanças.

Na sequência a assessora econômica do DIEESE, Cátia Uehara apresentou o painel “Reestruturação e Emprego nos Bancos”, no qual expôs dados sobre o processo de reestruturação que vem ocorrendo nos bancos. De acordo com Uehara, os bancos estão vivenciando sua 5ª onda de reestruturações, que teve inicio na década de 1970. A primeira e a segunda, teriam tido efeitos mais internos no setor, porém, a partir da terceira onda (cujo principal fator foi a implementação dos caixas eletrônicos), os bancos inauguraram uma era na qual o investimento em canais de autoatendimento e digitais começa a ser expressivo, resultando em significativa redução dos custos e impactando no número de empregos no setor, onde o corte nos postos de trabalho vem sendo cada vez maior.

Ainda de acordo com a economista do DIEESE, em 2016, os bancos investiram R$18 bilhões em tecnologia, montante próximo ao aplicado no ano anterior, que foi de R$19 bilhões, evidenciando sua importância estratégica para o setor.

Por último, o Professor Moisés Marques, da Faculdade 28 de Agosto apresentou o tema “Novas tecnologias e o futuro dos bancos”, que expôs sobre o avanço das fintechs, empresas que aliam tecnologia a serviços financeiros e estão avançando sobre espaços antes ocupados apenas por instituições financeiras tradicionais, os bancos.

Marques explicou conceitos, como Indústria 4.0, que engloba robótica e sistemas ciberfísicos e Big Data, banco de dados ultra sofisticado, que realiza mapeamento digital de informações dos usuários, retenção, análise e interpretação dessas informações, propiciando um avanço nas abordagens comerciais futuramente, uma realidade na qual seja possível oferecer ao cliente um produto “antes mesmo que este perceba seu interesse ou necessidade naquilo” e abordou também, uma tendência para o setor, que é o uso da tecnologia block chain, plataforma registros certificações de documentos e criptomoedas (como as bitcoins), aumentando significativamente a segurança das transações digitais, algo que futuramente dará espaço à desativação de muitos setores dentro dos bancos, uma vez que não haverá mais a necessidade de tantos profissionais para realização de certificações, a exemplo da extinção que vem ocorrendo com o setor de cartórios em muitos países pelo mundo.

 

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