Combate ao assédio sexual e todo tipo de abuso no ambiente de trabalho, como também assistência às vítimas foram pautas da reunião de negociação
A Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB) se reuniu nesta sexta-feira (15) com o banco e cobrou mais igualdade e oportunidade e a implantação de uma política de combate ao assédio nos bancos. A reunião fez parte da rodada específica de negociação da campanha salarial de 2022.

Sobre o tema “Igualdade de Oportunidades”, que contempla o combate à discriminação, bancárias e bancários defenderam salários iguais para trabalho de igual função, independente de condição física, raça, cor, gênero, idade e orientação sexual.
Durante a reunião foi reivindicada a implantação de um programa de igualdade de oportunidade de gênero, raça e pessoa com deficiência, respeitando a orientação sexual, de acordo com artigo da Minuta de Reivindicações da Categoria Bancária para a CCT (Convenção Coletiva de Trabalho).
Combate ao assédio moral e sexual
Na reunião, bancários enfatizaram, ainda, a cobrança por políticas de combate a toda forma de abuso no ambiente de trabalho. O pedido foi reforçado devido ao crescimento de denúncias vindas dos trabalhadores bancários, de assédio sexual e moral no ambiente de trabalho. Os representantes dos trabalhadores cobraram um aumentar dos mecanismos de combate a esse tipo de violência.

“Infelizmente as principais notícias das últimas semanas mostram como está presente na realidade da mulher trabalhadora o assédio e a violência sexual. Ressaltamos ao banco a importância do combate permanente, da criação de mecanismos de coerção desse assédio e da importância da punição do culpado, entre outros aspectos”, explica Elisa Ferreira, representante da Federação dos Bancários de São Paulo e Mato Grosso do Sul (Feeb SP/MS).
Entre as reivindicações está a melhoria na divulgação do Canal de denúncia do Banco de violência contra a mulher, assim como, o acolhimento adequado a vítima. “Nossa preocupação é quanto ao amparo e apoio às vítimas no momento da denúncia, de modo que ela não se sinta envergonhada e mais uma vez agredida, mas sinta segurança e acolhimento”, destaca Elisa.
De acordo com a representante, o Banco apresentou diversos instrumentos desenvolvidos e mostrou disposição para aprimorar, além de concordar com a importância do tema e com a necessidade de avançar no combate ao assédio sexual.
Entre as propostas apresentadas estão as mesmas exigências feitas pela categoria à Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), sendo:
1 – Treinamento e formação do quadro para a promoção de debates sobre o tema;
2 – Acolhimento das denúncias e apuração bipartite, banco e sindicato;
3 – Proteção e assistência às vítimas;
4 – Punição dos culpados.
Combate ao Racismo e respeito à diversidade
As reivindicações incluíram, ainda, o combate ao Racismo e o respeito à diversidade. A pauta foi construída democraticamente entre os trabalhadores durante o 33º Congresso dos Funcionários do Banco do Brasil, realizado no início de junho.
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