
A greve nacional dos bancários entrou na terceira semana e nada da Fenaban (Federação dos bancos) apresentar proposta. Indignados com a postura intransigente da representação patronal, entidades sindicais e bancários têm ampliado o movimento em todo o país. Nesta segunda-feira, o número de agências fechadas nos 26 estados e no Distrito Federal foi de 10.822, sendo 1.618 na base da Federação dos Bancários de São Paulo e Mato Grosso do Sul (Feeb SP/MS), que reúne 23 sindicatos filiados.

As principais reivindicações dos bancários
– Reajuste salarial de 11,93%: 5% de aumento real, além da inflação;
– PLR de três salários mais R$ 5.553,15;
– Piso de R$ 2.860,21 (salário mínimo do Dieese);
– Vales alimentação, refeição, 13ª cesta e auxílio-creche/babá: R$ 678 ao mês para cada (salário mínimo nacional);
– Melhores condições de trabalho com o fim das metas abusivas e do assédio moral que adoece os bancários;
– Emprego: fim das demissões, mais contratações, aumento da inclusão bancária, combate às terceirizações, especialmente ao PL 4330 que permite que qualquer atividade seja terceirizada e precariza as condições de trabalho, além da aprovação da Convenção 158 da OIT, que proíbe as dispensas imotivadas;
– Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS): para todos os bancários;
– Auxílio-educação: pagamento para graduação e pós;
– Prevenção contra assaltos e sequestros, com fim da guarda das chaves de cofres e agências por bancários;
– Igualdade de oportunidades para bancários e bancárias, com a contratação de pelo menos 20% de trabalhadores afro-descendentes.
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