Greve nacional dos bancários entra no quarto dia e segue fortalecida

09.10.2015

Consolidada, a paralisação da categoria bancária entrou no quarto dia e o engajamento dos trabalhadores vem crescendo ainda mais Nesta sexta-feira (9), subiu para 1.840, o número de agências paralisadas, em função da adesão dos funcionários à greve, na base dos sindicatos filiados à Federação dos Bancários de São Paulo e Mato Grosso do Sul; […]

Consolidada, a paralisação da categoria bancária entrou no quarto dia e o engajamento dos trabalhadores vem crescendo ainda mais

Nesta sexta-feira (9), subiu para 1.840, o número de agências paralisadas, em função da adesão dos funcionários à greve, na base dos sindicatos filiados à Federação dos Bancários de São Paulo e Mato Grosso do Sul; Ontem foram 1.754 e no primeiro dia, a paralisação ocorreu em 1.229 unidades, entre instituições financeiras públicas e privadas.

Em todo o país, com o engajamento dos trabalhadores dos centros administrativos, a greve já atingiu mais de 10 mil locais de trabalho.
Os bancários estão cruzando os braços desde o dia 06, em protesto à proposta da Fenaban que não cobre sequer a inflação registrada entre setembro do ano passado e agosto deste ano, de 9,88%. O índice de 5,5% e abono de R$2,5 mil apresentados na mesa de negociação no último dia 25/09, tem sido considerado uma afronta pelos trabalhadores, que vêm aderindo massivamente à greve.

Banco do Brasil, Caixa Federal, Itaú, Bradesco, HSBC e Santander estão entre as instituições abrangidas pela paralisação dos funcionários, que continua até que a Fenaban apresente uma proposta satisfatória à categoria.

Principais reivindicações da categoria

Reajuste de 16%, PLR (da Participação nos Lucros e Resultados ) de R$ 7.246,82, piso mínimo de R$ 3.299,66 (conforme estudo do DIESSE), 14º salário, fim das metas abusivas, fim das demissões, ampliação das contratações, combate às terceirizações e aumento da segurança nas agências bancárias.

Foto: Sindicato dos Bancários de São José dos Campos e Região

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